De acordo com os dados divulgados pela PNAD/Mensal do IBGE na última semana de março, a taxa de desemprego no último trimestre no Brasil está em 12,60%. Quando comparada ao trimestre anterior, apresentou uma alta de 0,6 pontos percentuais, ou seja, 550 mil pessoas que deixaram de trabalhar. E se comparado ao mesmo período do ano anterior, houve uma redução de 0,6 ponto, que corresponde à aproximadamente 426 mil pessoas que voltaram a ter uma ocupação remunerada.

De acordo com Jefferson Marcondes Ferreira, membro do Comitê Macroeconômico do ISAE – Escola de Negócios, com a redução da taxa de desemprego em relação ao mesmo período (Dez/16 -Jan-Fev/17), é possível verificar que está ocorrendo de forma lenta e gradual a retomada da geração de empregos. “No entanto, o aumento taxa de desemprego em relação ao trimestre anterior demonstra que, apesar de sinais de recuperação, a geração de empregos está sujeita a variações sazonais. Nesse sentido, a expectativa é de que no primeiro semestre de 2018 o índice tenderá a se estabilizar e melhorar se, de fato, houver a retomada do crescimento econômico e a estabilização política no país”, comenta o economista.

Partindo dos dados da Pnad/Mensal para o último trimestre, é possível verificar que o total de pessoas aptas a trabalhar (mais de 14 anos que compõe a força de trabalho nacional), teve um acréscimo de 1,697 milhões desse contingente, quando comparado ao mesmo período em 2017. “Quando se analisam as pessoas aptas a trabalhar, mas que estão desempregadas, verifica-se que ocorreu uma redução de 426 mil pessoas em relação ao mesmo período em 2017”, explica.

Essa realidade é, em parte, justificada por pessoas que conseguiram ocupação nesse período pelo movimento no item ”Pessoas aptas a trabalhar, mas que estão fora da força de trabalho”, em que houve um aumento de 377 mil pessoas que desistiram de procurar ocupação, como também pelo aumento de pessoas aptas a trabalhar (que entraram no mercado de trabalho). “Ao se analisar o item de “Pessoas aptas a trabalhar que estão empregadas”, constata-se que houve um aumento de 1,95%, crescimento de 1,745 milhão de pessoas que estão ocupadas comparativamente ao mesmo período em 2017”, conclui Ferreira.