Em mais um desdobramento da Lava Jato, a Polícia Federal voltou às ruas do Rio nesta terça-feira (14/11) com a operação “Cadeia Velha” para investigar corrupção na ALERJ. Desde o início da manhã, os agentes têm o objetivo de cumprir mandados de prisão contra o empresário do setor de transportes Jacob Barata Filho e Felipe Picciani, filho do presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Jorge Picciani (PMDB).

Na operação “Cadeia Velha”, os agentes ainda pretendem cumprir mandados de busca e apreensão nos gabinetes da presidência da Alerj e de Picciani, e de outros dois deputados do PMDB, Edson Albertassi e Paulo Melo. Os policiais chegaram à Casa por volta das 7h.

Os outros alvos de mandados de prisão são os empresários ligados a Fetranspor Lélis Teixeira e José Carlos Lavouras; Sábio Mafra, assessor especial do gabinete da presidência da Alerj; Jorge Luiz Ribeiro, braço direito de Picciani; Andréia Cardoso do Nascimento, chefe do gabinete de Paulo Melo; e o irmão dela, Fábio, um dos assessores do parlamentar.
A operação

Operação Cadeia Velha* com o objetivo apurar a existência de uma organização criminosa que atuava no setor de transportes públicos, com apoio de parlamentares da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ). São investigados os crimes de corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Foram encontradas conexões entre as Operações Saqueador, Calicute, Eficiência, Quinto do Ouro e Ponto Final já deflagradas pela PF anteriormente.

Aproximadamente 155 policiais federais cumprem, nos municípios do Rio de Janeiro, Saquarema, Volta Redonda e Uberaba/MG; 06 Mandados de Prisão Preventiva, 04 Mandados de Prisão Temporária, 04 Conduções coercitivas e 35 Mandados de Busca e Apreensão expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 2º Região.

Durante as investigações, a PF e o Ministério Público Federal identificaram elementos indicadores do envolvimento de autoridades detentoras de foro por prerrogativa de função no Tribunal Regional Federal da 2ª Região. Três Deputados Estaduais do Rio de Janeiro são suspeitos de participar do esquema criminoso através do recebimento de vantagens indevidas da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (FETRANSPOR).

A investigação aponta a existência de clara atuação legislativa desses parlamentares em favor dos interesses da FETRANSPOR, indicando também uma grande evolução patrimonial dos envolvidos desde que ingressaram na atividade política; e incompatível com os rendimentos inerentes aos cargos ocupados. A Receita Federal também auxiliou nas investigações.