Nessa época de férias escolares, muitas pessoas aproveitam para passear com a família e levar consigo seus animais de estimação. Porém, nem todos sabem que a forma de transportar seu bichinho dentro do carro é fundamental para o bem-estar e para a segurança não apenas do seu amiguinho, mas também a de todos os passageiros dentro do veículo. Além disso, se tudo não estiver em conformidade com o Código de Trânsito Brasileiro (CBT), essas simples férias podem se tornar uma verdadeira dor de cabeça, além de resultar em penalidades para o condutor.

Por exemplo, ao transportar o animal entre as pernas ou braços, o motorista infringe o artigo 252, do Código. É uma infração média, com punição por multa. Já conduzir animais nas partes externas do veículo fere o artigo 235 do CTB e a infração é grave. Esse alerta é válido, inclusive, para quem permite que o animalzinho viaje com a cabeça para fora do carro. Além da multa, é um risco para a integridade física do seu amiguinho.

“Assim como acontece com as pessoas, o ideal é que os pets sejam transportados com o apoio do cinto de segurança. No caso de algum imprevisto, se o bichinho estiver solto no veículo, ele pode ser arremessado dentro do carro e sofrer lesões graves, além de causar sérios problemas à segurança também dos outros passageiros”, alerta Maurício Monducci Jr, CEO da Isofix Brasil, empresa mineira especializada em equipamentos para segurança automotiva.

Ele completa que o animal deve ser transportado em caixa ou cadeira própria e que existe um cinto de segurança específico para os pets. “É um acessório desenvolvido especificamente para garantir a segurança dos animais dentro dos automóveis. Ele é feito com material de qualidade e conta com uma trava de fixação adaptada ao sistema de ancoragem isofix / latch; ou seja, pode ser utilizado em qualquer carro que tenha o engate isofix disponível, que é o mesmo usado para a colocação de cadeirinhas infantis”, explica. Maurício acrescenta que o Isofix Pet tem comprimento ajustável e fácil de usar. “Quem quiser também pode usar dois cintos ao mesmo tempo, para impedir deslocamentos laterais e trazer ainda mais estabilidade para o transporte do animal”, enfatiza.

Perigos

Caso não esteja seguro com o cinto, no momento de uma freada ou curva forte, além do risco de machucar o bichinho ou dele ser projetado para fora do veículo, o animal solto no carro também pode servir de distração para o motorista. Monducci ressalta que isso é muito perigoso, pois pode agravar as consequências de uma desatenção e até mesmo causar algum acidente.