O petropolitano Luiz Felipe da Cruz Silva, de 31 anos, busca um feito inédito para a cidade: conquistar uma vaga para o Campeonato Brasileiro de bocha adaptada na categoria BC4. Ele e outros dois atletas do município estão se preparando para o torneio Regional Leste, organizado pela Associação Nacional de Desporto para Deficientes (ANDE), que acontece entre os dias 29 de março e 1º de abril em Colatina, no Espírito Santo. A equipe treina em um espaço cedido pela prefeitura no Centro de Cultura Raul de Leoni todas as terças e quintas-feiras entre 14 e 17h.

Para conseguir a classificação, “Felipinho” precisa melhorar a sua melhor colocação no torneio regional, que foi o 5º lugar em 2016. Ele já participa da competição há 10 anos e espera conseguir ficar entre os três primeiros colocados em 2018.

“É um grande sonho disputar o Campeonato Brasileiro da minha categoria. O treinamento está bastante intenso com esse objetivo. Acredito que neste ano chegou a minha vez”, disse o atleta, lembrando a importância da rotina de treinos que acontecem desde o ano passado graças a parceira da Superintendência de Esportes e Lazer com a Associação Petropolitana dos Deficientes Físicos (APDEF).

“A rotina de treinos é fundamental para que a gente não perca o ritmo e chegue na competição no nosso melhor. Desde o ano passado contamos com o apoio da prefeitura e acreditamos que vamos representar a cidade da melhor maneira possível dentro do torneio da Regional Leste. Espero que não apenas eu, mas que toda equipe conquiste uma vaga no Brasileiro”, afirma Luiz Felipe, portador da síndrome de Mórquio.

O treinador da equipe, Marcelo Corrêa, explica que a bocha adaptada é disputada em quatro categorias diferentes de acordo com a deficiência de cada atleta. “Na classe que o Felipinho compete, as pessoas possuem algum tipo de diplegia de moderada a severa com controle mínimo nas extremidades das mãos, e ainda, com limitações de tronco e pouca força funcional nos quatros membros”, explicou.

A bocha adaptada é um esporte que consiste no lançamento de bolas coloridas e vence o jogador que alcançar o maior número de bolas próximas à bola branca, que funciona como uma referência. São quatro categorias, divididas de acordo com a limitação dos atletas. De acordo com o treinador da equipe, Marcelo Corrêa, as condições principais para o treino é que o espaço tenha um piso liso e nivelado na medida do possível.