PETRÓPOLIS: Medidas são tomadas após denúncia de pais, responsáveis e funcionários de CEI Dra. Zilda Arns Neumann Um homem, que não é funcionário, teria sido autorizado pela direção da escola a permanecer dentro da unidade escolar junto com crianças

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A Secretaria de Educação, através de uma nota, afirmou que acompanha o caso relatado por pais, responsáveis e funcionários do CEI Dra. Zilda Arns Neumann, no Centro de Petrópolis, onde um homem teria sido autorizado pela diretoria da escola a permanecer em ambientes escolares junto com os alunos.

A Secretaria de Educação esclarece que já realizou uma mudança na equipe administrativa do CEI e que vem acompanhando a rotina do local desde o ano passado. É proibida a presença de pessoas que não são da equipe nos ambientes escolares e a direção está ciente desta proibição. A Secretaria de Educação está a disposição dos pais, responsáveis e funcionários para esclarecimentos e é importante que as pessoas formalizem as dúvidas e os pedidos para que a Secretaria de Educação possa adotar os procedimentos administrativos cabíveis”, diz a Secretaria de Educação.

De acordo com a denúncia, um homem, que tudo indica ser esposo da diretora, que não faz parte do quadro de funcionários, estaria sendo autorizado pela direção a permanecer dentro de ambientes escolares, ficando inclusive sozinho com os alunos. Mesmo sabendo da condição de marido da diretora, os pais, responsáveis e funcionários não sentem confiança em deixar as crianças na presença de alguém que não seja profissional contratado.

Ainda segundo a denúncia, além da exposição dos alunos, o homem utilizava computadores da unidade, onde são armazenados os dados pessoais e fotos das crianças, documentos contábeis e administrativos. Ele também se utilizava do espaço para guardar sua motocicleta.

O assédio moral também é citado na denúncia. Ele afirma que a diretora deixava por vezes, alguns profissionais contratados sem usufruir do horário de almoço, ameaçando rescindir o contrato daquele que não realizasse a tarefa proposta, mesmo que não fosse da responsabilidade do profissional, caracterizando desvio de função.

O esposo de uma funcionária, que pediu para não ser identificado, afirma que presenciou um assédio moral no final do ano passado. Ele contou que uma prova teria sido aplicada para ser utilizada na seleção de pessoal, mas o procedimento teria causado insatisfação por parte de alguns participantes, que se sentiram humilhados em ser avaliados junto com pessoas que tinham maior grau de escolaridade. A prova teria sido invalidada após a repercussão.

Em outra ocasião, uma funcionária da limpeza teria sido alvo de racismo. Durante uma faxina, uma das pessoas que trabalhava na direção, que já não faz mais parte do quadro de funcionários, passou por ela cantando a música da Escrava Isaura, tema da novela que retratava escravidão no Brasil. A funcionária não teria levado o caso à polícia com medo de retaliação.

O denunciante diz que, principalmente os pais, estão preocupados com a situação, pois os funcionários em que confiavam estão sendo demitidos e a situação de vulnerabilidade só tem aumentado.

Nós pais e funcionários estamos desesperados porque as crianças estão em risco, os educadores cujas crianças já estão adaptadas e cuja equipe tem confiança, estão sendo demitidos ou assediados, estão sendo proibidos de ter contato com os pais e essas crianças ficam à mercê de uma diretora sem qualquer preparo e que não pensa na segurança das crianças e sim em suas preferências pessoais”, diz o esposo da funcionária.

Desde o final do ano passado, o grupo tem feito denúncias diretamente na Secretaria de Educação, inclusive registrada em Ata, mas segundo eles, até o momento nenhuma ação foi tomada.

A Secretaria de Educação não se manifestou em relação a denúncia de racismo e assédio moral.

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