Petrópolis é referência no Estado no envio de peçonhentos para produção de soros e vacinas Em quatro meses Vigilância Ambiental encaminhou 57 animais peçonhentos ao Instituto Vital Brazil

Compartilhe
Compartilhar no facebook
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no pinterest
Compartilhar no twitter

Petrópolis é referência em todo o Estado no envio de animais peçonhentos para produção de soros no Instituto Vital Brazil. Ampliando o fornecimento do medicamento em todo o Estado, a Vigilância Ambiental encaminhou no ano passado 176 animais ao instituto. Neste ano, através de um trabalho educativo junto às comunidades, o envio de peçonhentos vivos aumentou em 40%, com 71 animais enviados em apenas quatro meses.

Em contrapartida, os acidentes com amimais peçonhentos como cobras, escorpiões e aranhas também aumentaram. No ano passado foram registrados 176 casos de intoxicação em Petrópolis e neste ano, de janeiro a abril, os acidentes já estão em 71 casos. As chuvas típicas desta época do ano fazem com que os animais peçonhentos procurem abrigo em locais secos, o que aumenta a ocorrência desse tipo de acidente entre a população.

O secretário de Saúde, Silmar Fortes, reforça que em caso de acidente a pessoa deve procurar imediatamente a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Centro. O local é um dos polos para todas as cidades da Região Serrana na aplicação diária dos soros antirrábico, antitetânico, antiofídico (picada de cobra), antiaracnídico (picada de aranha) e antiescorpiônico (picada de escorpião).

“Fortalecemos o trabalho educativo entre o Corpo de Bombeiros e Vigilância Ambiental para a captura desses animaisainda vivos para encaminhamento ao Instituto Vital Brazil para produção dos soros. E traçamos a linha de cuidado com a Coordenação de Epidemiologia e a Superintendência de Urgência no processo de notificação dos casos e tratamento às vítimas de acidentes com animais peçonhentos na Upa Centro”, explica o secretário de Saúde, Silmar Fortes.

A coordenadora da Vigilância Ambiental, Maria Beatriz Fagundes Pellegrini, explica que a população deve acionar o Corpo de Bombeiros para a retirada dos animais ainda vivos do local. Após o recolhimento, eles são encaminhados para a vigilância para cadastro e encaminhamento para o Instituto Vital Brazil que produz soros específicos para cada tipo de acidente com peçonhento.

“Os animais que não são peçonhentos são devolvidos à natureza. Cabe reforçar que é preciso atenção no manuseio de plantas e galhos neste período e os moradores em áreas de matas onde já é frequente o surgimento desses animais devem inspecionar roupas, calçados, toalhas de banho, de rosto e roupas de banho antes de usá-los”, explica Maria Beatriz.

O atendimento às vitimas de animais peçonhentos é realizado na UPA Centro

Durante o atendimento médico, a pessoa deve informar ao profissional de Saúde o máximo possível de características do animal como cor e tamanho.
A UPA Centro é um dos polos para todas as cidades da Região Serrana na aplicação diária dos soros antirrábico, antitetânico, antiofídico (picada de cobra), antiaracnídico (picada de aranha) e antiescorpiônico (picada de escorpião).

A diretora do Departamento de Vigilância em Saúde, Elisabeth Wildberger,orienta ainda lavar o local com água e sabão e não utilizar nenhuma substância como álcool ou remédios na ferida. É preciso manter a vítima em repouso, com o membro acometido elevado até a chegada à unidade.

“Também é preciso retirar os acessórios que possam levar à piora do quadro clínico como anéis, pulseiras, calçados apertados e manter a pessoa hidratada bebendo água. Não se pode fazer o garrote (método usado para travar a circulação sanguínea) e deve manter a pessoa o mais calma possível. Se por acaso a pessoa ficar agitada, o veneno se espalha com mais velocidade pelo corpo”, disse Elisabeth Wildberger.

A coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Alessandra Cardoso ressalta que a vacina só é aplicada por indicação médica.

“Na hora do atendimento o médico vai avaliar a gravidade do acidente para aplicar os soros e vacinas. Por muitas vezes o acidente é considerado leve onde não é necessário aplicar o soro, então cada caso deve ser avaliado pelo profissional da urgência de acordo com o protocolo determinado pelo Ministério da Saúde”, reitera Alessandra Cardoso.

Fonte: Prefeitura de Petrópolis

Compartilhe
Compartilhar no facebook
Facebook
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no pinterest
Pinterest
Compartilhar no twitter
Twitter

veja também

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.