Aquela vibração felina, que para os amantes dos gatos soa como música, pode contribuir para a cura de problemas nos ossos, músculos, tendões, ligamentos e articulações. Faz bem ainda para a pressão arterial, coração, depressão e ansiedade segundo estudos. Portanto, aquele ruído produzido pelos gatos que no passado foi considerado um perigo por supostamente causar doenças como a asma em humanos, hoje é reconhecido como um elemento terapêutico para problemas físicos e emocionais.

Um artigo publicado na revista Scientific American em 2003, já revelava que o ronronar pode ser muito benéfico à saúde dos gatos e dos humanos. Os felinos ronronam através de movimentos da laringe e dos músculos do diafragma num padrão vibratório entre 25 e 150 hertz e essas frequências – dizem os cientistas – podem melhorar a densidade óssea e promover a cura de células.

O estudo mostra que gatos não ronronam apenas por prazer, mas também quando estão numa situação que consideram difícil ou quando estão feridos. O ronronar promove uma recuperação mais rápida, por exemplo, de ossos quebrados.

A sugestão é que a frequência vibratória do ronronar pode produzir semelhantes efeitos benéficos na musculatura e parte óssea de humanos que convivem bem de perto com os gatos.

O ronronar também pode amenizar ansiedade e estresse nas pessoas. Uma experiência realizada nos EUA, em 2014, pela empresa de conteúdo digital SoulPancake, provou que o som do ronronar pode causar relaxamento imediato e que brincar com gatos é um excelente antídoto contra o estresse. Pessoas que se consideravam estressadas foram convidadas a ouvir o ronronar dos bichanos e também a ter um contato direto com eles num espaço montado a céu aberto.

O vídeo da experiência teve mais de 9 milhões de visualizações. Veja abaixo

Fátima ChuEcco é jornalista ambientalista e atuante na causa animal

Fonte: Anda