Passado e futuro se encontram em construção histórica de Petrópolis

O projeto será apresentado ao púbico nos dias 26 e 27, sábado e domingo, das 10h às 18h.

Novo projeto para o Seminário São Vicente de Paulo, na Barão do Rio Branco será apresentado ao público nos dias 26 e 27 de setembro. Uma missa será celebrada na histórica igreja do local que será restaurada. O espaço se tornará um residencial com a proposta de coliving

Unir a beleza e a riqueza arquitetônica de uma construção histórica com as tendências e demandas do mundo contemporâneo é a ideia de um novo conceito de moradia e local de convivência que Petrópolis vai receber. O Educandário São Vicente de Paulo, localizado na Avenida Barão do Rio Branco, nas proximidades do centro da cidade, passará a funcionar como um residencial tipo coliving, onde cada morador tem seu espaço privado e uma grande área para ser compartilhada, com Coworking (um modelo de trabalho que se baseia no compartilhamento de espaço e recursos de escritório), café, lavanderia, academia de ginástica, serviço de faxineira por hora, restaurante, pátio de trabalho ao ar livre, jardim, salas de reunião, cozinha gourmet e local com muita história. O projeto será apresentado ao púbico nos dias 26 e 27, sábado e domingo, das 10h às 18h.

Todos poderão conhecer de perto o espaço e o escopo do empreendimento. No domingo, às 16h, será celebrada uma missa pelo bispo Dom Gregório Paixão, na história igreja do antigo Educandário. O endereço é Avenida Barão do Rio Branco, nº 747 – Centro. Mais informações podem ser consultadas pelo telefone (24) 98802-0928.

Eis que surge a oportunidade de residir em um imóvel construído há mais de 120 anos. O empreendimento é uma parceria entre a Congregação da Missão e as construtoras SOLIDUM Ltda. e a ENGEPRAT Engenharia e Serviços Ltda.

O imóvel foi comprado pela Província Brasileira da Congregação da Missão (Missionários Lazarista) em 1882, primeiramente com o objetivo de ser uma escola. Mais tarde, na primeira metade do século XX, foi construído o prédio anexo, com quatro pavimentos, para ali funcionar o Seminário São Vicente de Paulo. Tornou-se assim um complexo que abrigava padres, que também eram os professores do Seminário, e seminaristas (jovens candidatos ao sacerdócio) oriundos de todas as partes do Brasil, para ali fazerem o Noviciano, Filosofia e Teologia. Na igreja que faz parte do complexo foram ordenados dezenas de padres.

“Com o passar dos anos, o número de seminaristas foi reduzido e de 1968 a 1974 o Seminário interrompeu suas atividades por 12 anos, retomando-as depois de 26 anos, em 2000, funcionando apenas com o prédio da frente. Isso durou até 2008, quando a mantenedora decidiu fechá-lo definitivamente”, revela o padre Emanoel Bedê Bertunes, da Congregação da Missão.

Tendo em vista a preciosidade, os valores histórico e artístico do imóvel e o alto custo de manutenção e preservação, já que o mesmo é tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Artístico e Histórico do RJ (INEPAC), a mantenedora passou a procurar parcerias e investidores que se interessassem em empreender algum projeto para dar nova utilidade ao conjunto arquitetônico.

“Foi assim que surgiu a parceria entre a Província Brasileira da Congregação da Missão (PBCM) e as construtoras petropolitanas ENGEPRAT e SOLIDUM, para desenvolver este belo e audacioso projeto de restauração, preservação e adequação das instalações deste charmoso complexo de estilo francês”, disse o padre Emanoel, salientando que é preciso entender que “o Seminário São Vicente de Paulo não pode ser entendido como um sobrevivente, mas contemporâneo de novos tempos, com novas exigências de ocupação dos espaços para explorar de forma responsável todo o seu potencial”.

Em um projeto minuciosamente estudado entre as partes e o arquiteto Carlos Marcolino, nasceu a proposta do residencial, que vem com o intuito de trazer benefícios, não só para os moradores, mas também para a cidade de Petrópolis, preservando seu patrimônio histórico com a recuperação do Seminário, que conta com dois prédios e uma igreja, “além da geração de emprego e renda com a arrecadação de impostos, aumento do número de unidades habitacionais, mobilidade urbana com menos quilômetro rodado ou com meios de transporte alternativos, condições de moradia tipo flat, com possibilidade de aluguel de curto ou longo prazo”, acrescenta Osmar Musse Felix, diretor presidente da Construtora SOLIDUM e sócio do empreendimento ao lado de Luiz Fernando Gomes e Guilherme Gomes de Lima, da ENGEPRAT.

Eles consideram que o grande desafio em termos de obra é a adequação de um plano viável às construções existentes, com novas instalações e banheiros em áreas com piso de madeira e a restauração dos dois prédios, principalmente do bloco B, que necessita de mais cuidados.

Ao todo, o empreendimento abrigará 149 unidades com metragem que varia entre 16,19 m² e 46,56 m², com possibilidade de modular para aumentar o tamanho.

“Serão flats, todos suítes com banheiro completo e alguns com uma copa. Nosso foco está nas pessoas com a cabeça voltada para essa tendência que surgiu em Londres e que vem se espalhando rapidamente pelo mundo, que é viver o compartilhamento. Também pensamos nos estudantes e empresários que passam a semana aqui e residem em outra cidade, e nos turistas e pessoas que tenham curiosidade de viver ou passar um tempo dentro da história”, explica Osmar.

A previsão é de que a obra seja iniciada em outubro deste ano, assim que a parte legal estiver concluída. Para os interessados, será elaborado um esquema de financiamento próprio das incorporadoras com prazo longo. De acordo com o cronograma, a previsão é de 24 meses de obra para o bloco A e de 36 meses para o bloco B. Os imóveis custarão a partir de R$ 172 mil, com condições especiais no pré lançamento.
“A obra preserva todo o conjunto arquitetônico deste prédio histórico e as interferências serão as menores possíveis, já que entendemos se tratar de uma preciosidade”, conclui o diretor da SOLIDUM, Osmar Musse Felix.

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