A Páscoa deve representar um ganho significativo para o segmento de azeite de oliva no Brasil. De acordo com a Associação Brasileira de Produtores, Importadores e Comerciantes de Azeite de Oliveira (Oliva), a expectativa de crescimento de mercado para 2018 está entre 25% e 30%, em comparação com o mesmo período do ano passado.

O consumo do azeite historicamente tem um pico no período da Páscoa, sobretudo pelo preferência à culinária mediterrânea. Porém, os números positivos deste ano se explicam também por outros motivos. “Esse crescimento se explica em parte pela recuperação econômica e o aumento do poder de compra do brasileiro, mas também reflete o quanto o azeite vem ganhando importância para o consumidor, tanto pelo seu sabor quanto pelos benefícios a saúde”, explica Rita Bassi, presidente da Oliva.

Parte desse crescimento de mercado se observa no volume de importações. Segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), o Brasil registou um aumento de 52% no primeiro bimestre de 2018, em comparação com o mesmo período de 2017. Foram 12,4 mil toneladas do produto entrando no país, sendo Portugal o maior exportador (90%)

O crescimento previsto não considera as reticentes no mercado. A Oliva é uma das instituições mais ativas no combate às fraudes e na proteção e conscientização do consumidor final, por meio de seu programa de controle de qualidade e com uma série de palestras, campanhas e ações sobre como identificar produtos fraudados.

Benefícios à saúde
Além do gosto que traz aos pratos, o azeite é um grande aliado na prevenção de problemas cardiovasculares, câncer, diabetes e outras doenças, podendo auxiliar também tanto no emagrecimento quanto no ganho de massa muscular. “O azeite é a combinação perfeita de sabor e saúde e ganha cada vez mais espaço na mesa dos brasileiros”, completa Rita Bassi.