Moradores da na Servidão Manoel Fernandes Luiz, no Morin, Alto da Serra, estão preocupados com uma obra de contenção inacabada. O Consórcio Construir parou a obra e foi embora sem fazer os contrafortes de segurança em algumas pedras. A localidade está muito perigosa, ainda mais depois que desmataram o lugar.

O Consórcio Construir faz parte do PAC das encostas e ficou responsável pelo lote 3, que contempla obras em vários lugares, incluindo a Rua na Eugênio Werneck, no Morin. As obras vinham sendo feitas na servidão Manoel Fernandes Luiz, localizada na rua citada.

Segundo uma moradora a empresa responsável fez uma barreira no local e deram início ao procedimento para a colocação dos contrafortes nas pedras, mas de um dia pro outro foram embora. A defesa civil esteve no local, para averiguar a questão do desmatamento, visando serem os moradores os responsáveis pelo fato. Ao chegar na localidade e ver que era a empresa quem estava desmatando, foi embora e nada falou ou fez, declara a moradora.

As barreiras dinâmicas, colocada na encosta da servidão do Morin, é uma técnica utilizada para contenção de maciços rochosos ou outros materiais estáveis desprendidos de taludes e encostas, sendo assim, este método é indicado para regiões que apresentam riscos geotécnicos. As barreiras atuam como uma espécie de rede, se deformando e absorvendo o impacto das quedas.

São constituídas de malhas de aço resistentes e maleáveis, capazes de suportarem grandes choques. A utilização destas barreiras pode impedir a ocorrência de danos a estradas e rodovias, além de garantirem a segurança da população, evitando possíveis acidentes.

O sistema é fixado por meio de cabos na encosta quase que verticalmente e possui freios em espiral, sendo estes acionados assim que os choques ocorrem. Após a contenção dos materiais, o sistema não apresenta a mesma resistência inicial aos esforços, sendo necessária a realização de manutenções e substituições das telas e freios.

A moradora destaca que abaixo existem casas e ela teme o pior, uma vez que ao limparem a área para a colocação dos contrafortes eles deixaram o entulho por sobre as pedras. ”Já não bastava o perigo eminente das pedras rolarem, eles ainda mexem no terreno e deixam entulho por sobre as pedras, tragédia na certa. São muitas casas aqui por baixo e se cair vai ser terrível”, destaca.

Entramos em contato com a Prefeitura que afirma que a empresa está à espera de material importado para dar continuidade à obra. “O consórcio responsável pela obra citada está aguardando a chegada de material importado da Suíça para a sequência do trabalho”.