O Brasil é o segundo país em que mais pais relatam que os filhos já sofreram cyberbullying. Três em cada dez brasileiros (29%) responsáveis por crianças ou adolescentes disseram que eles já tiveram alguma experiência com cyberbullying. A média global é bem menor: 17%. Somente a Índia ficou na frente do Brasil, com 37%. Os dados são da pesquisa “Cyberbullying Global Advisor” da Ipsos, que entrevistou 20,8 mil pessoas em 28 países, incluindo o Brasil, entre os dias 23 de março e 6 de abril. A margem de erro para o Brasil é de 3,5 pontos percentuais.

Em 2011, 20% dos pais brasileiros disseram que os filhos já tinham sofrido cyberbullying. O índice se manteve estável em 2016, quando o resultado foi de 19%.

 “O crescimento da penetração da Internet no Brasil proporcionou à população novos canais de comunicação e de troca de experiências. Dentre os mais jovens, o uso da Internet é consideravelmente maior, principalmente via dispositivos móveis. Estamos falando de uma faixa etária com um comportamento de consumo intenso da tecnologia digital, tanto no que diz respeito a acesso, quanto em frequência de uso. Isso significa que as agressões e formas de violência que antes só aconteciam presencialmente passaram a acontecer também no ambiente digital”, ressalta Priscilla Branco, especialista da Ipsos Public Affairs.

Globalmente, o resultado de 2018 foi o mesmo de 2016 (17%), mas cresceu em comparação com 2011, quando 12% dos responsáveis por crianças e adolescentes relataram a existência de ofensa pela internet. Mais da metade dos pais brasileiros (53%) afirmaram que o cyberbullying foi feito por colegas de classe dos filhos. Completam a lista de responsáveis pela agressão: jovem estranho (29%), adulto estranho (14%), adulto conhecido (10%), não sabe (10%) e preferem não responder (4%).

Na América Latina, quase metade dos entrevistados (47%) disseram que a intimidação pela web partiu de colegas de sala. A média global para essa questão é de 51%.

“A pesquisa revelou um dado importante que mostra que a grande maioria das agressões partem de pessoas da mesma faixa etária e do mesmo círculo de convivência da pessoa que sofreu agressão. É importante que os pais e responsáveis fiquem atentos a este resultado, pois as plataformas digitais permitem que os jovens fiquem expostos às agressões em qualquer momento ou lugar, basta ele(a) estar online”, afirma Priscilla.

As redes sociais são o ambiente em que o cyberbullying mais acontece globalmente. Seis em cada dez (65%) disseram que a ofensa aconteceu por esse meio. O celular aprece em segundo lugar, com 45%.

No Brasil, as redes sociais lideram com folga como o principal meio em que o cyberbullying acontece, com 70%. O celular também aparece na segunda posição, mas com um índice abaixo da média global: 32%.

O conhecimento sobre o cyberbullying cresceu globalmente e chegou a 75% em 2018. Em 2011, 66% sabiam sobre a prática e em 2016 o índice chegou a 72%. No Brasil, o índice chegou a 79% em 2018, contra 74% em 2016 e 76% em 2011.Para oito em cada dez entrevistados no mundo (76%) as ações anti-bullying são insuficientes para combater o problema. O Brasil apresenta o mesmo índice.

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