(Tomaz Silva/Agência Brasil)

Pacientes do Rio de Janeiro já podem obter tratamento gratuito de Insuficiência Cardíaca (IC) pelo SUS

De acordo com estudos, a condição provoca de duas a três vezes mais mortes que cânceres avançados, como o de intestino e de mama.
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Desde o início da pandemia de Covid-19, o Brasil e o mundo têm enfrentado diversos desafios para conter a disseminação do vírus. As doenças cardiovasculares, que já figuravam como a principal causa de mortes no mundo, com mais de 17 milhões de vítimas por ano, intensificaram ainda mais a complexidade deste cenário: os pacientes que sofrem destas doenças, como a Insuficiência Cardíaca (IC), estão no grupo de risco para a Covid-19.

A Insuficiência Cardíaca (IC) é a causa mais comum de hospitalização em pessoas com idade acima dos 65 anos, sendo que cerca de metade das que são hospitalizadas morrem em cinco anos. A doença ocorre quando o coração não se contrai com força suficiente para bombear a quantidade necessária de sangue para o corpo. De acordo com estudos, a condição provoca de duas a três vezes mais mortes que cânceres avançados, como o de intestino e de mama.

No Brasil, a Insuficiência Cardíaca (IC) é a principal causa de rehospitalização, com alta probabilidade de mortalidade em cinco anos. O Dr. Bruno Paolino, cardiologista da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e Coordenador de Pesquisa Clínica do hospital Dasa São Lucas Copacabana, explica que a cada visita ao hospital, o quadro do paciente pode se agravar. “Um dos grandes problemas é que muitas vezes os sintomas da IC são confundidos com outras patologias. E o paciente só descobre a patologia quando tem o primeiro quadro de descompensação e acaba internando”, comenta.

Estima-se que 23 milhões de pessoas são acometidas com a Insuficiência Cardíaca (IC) globalmente, das quais 3 milhões só no Brasil. A prevalência da condição vem aumentando consideravelmente nos últimos anos em todo o mundo, tornando-se um grave problema de saúde pública, inclusive no Brasil. No Rio de Janeiro, segundo Dr. Bruno Paolino, cardiologista da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e Coordenador de Pesquisa Clínica do hospital Dasa São Lucas Copacabana, o cenário da insuficiência cardíaca na região exige atenção. “A percepção na prática clínica é a mesma dos dados, a quantidade de pacientes com Insuficiência Cardíaca (IC) aumenta a cada ano e o que mais nos preocupa é a perda da qualidade de vida dos portadores de IC, eles se tornam sintomáticos e com limitações. Por isso é tão importante que os pacientes tenham tratamentos de qualidade, eficazes que possam diminuir os desfechos de morte e melhorar sua qualidade de vida”, comenta.

A insuficiência cardíaca (IC) é uma doença crônica, ainda sem cura, porém, tratável. Existem medicamentos que reduzem a morte por causa vascular em 20%, além de diminuir as hospitalizações provocadas pela doença em até 21%. No caso de pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), estes tratamentos já foram incorporados e estão disponíveis para serem dispensados gratuitamente à população na rede pública de saúde. Para Paolino, o acesso aos medicamentos que ajudam o paciente no controle da insuficiência cardíaca é de extrema importância. “É uma ótima notícia saber que nossos pacientes do Rio De Janeiro poderão ser tratados gratuitamente via SUS com medicamentos eficazes na diminuição de internações por IC”, comemora.

O médico também faz um alerta. “Antes de mais nada, os pacientes precisam ser diagnosticados corretamente. A Insuficiência Cardíaca (IC) é uma doença com alto risco de morte. Por isso, ao apresentar sintomas como falta de ar ou cansaço ao realizar tarefas cotidianas, como subir escada ou fazer caminhadas, é importante que o paciente busque uma orientação médica com um cardiologista”, enfatiza, Paolino.

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