Uma doença pouco conhecida, o Ceratocone é uma doença degenerativa, que faz com que a córnea da sua vista, vá formando um cone. É uma doença sem cura, porém os tratamentos são todos particulares, e não existe tratamento pelo SUS. Se torna custoso, pois para as pessoas que não possuem plano de saúde, somente conseguem através de consulta particular. Esse problema no olho, que atinge principalmente a população jovem, precisa ser tratado quanto antes.

Os tratamentos que existem pra este problema são:lente de contato, anel de ferrara, crosslink ou em último caso o transplante de côrnea. O transplante já é algo bem mais deliitacado e que traz uma série de limitações para o paciente, como por exemplo não poder fazer esforço físico, fica um bom tempo de repouso, e por conta destes e outros fatores, os médicos procuram adiar ao máximo possível, pois é uma cirurgia muito agressiva.

Segundo Jonas Resende, que tem a doença a 13 anos afirma que “é de suma importância que a partir do momento que o paciente descubra o problema, faça o tratamento, pois isso previne o avanço da doença. Cura, não existe para essa doença. Se chegar em um determinado ponto que as lentes de contato ou qualquer outro procedimento não resolver mais o problema do paciente, somente mesmo através do transplantes“.

Jonas ainda destaca que sobre a questão das lentes também são um pouco caras, “variam de 1000 a 4000 reais o par, dependendo do modelo que melhor se adequar na visão do paciente”.

As estatísticas clássicas da literatura especializada reportam a incidência de 1 caso para cada 2.000 pessoas (0,05%). Entretanto, esta incidência parece ser bem maior se aplicarmos estudos de screening, chegando a 6% da pessoas com interesse em realizar Cirurgia Refrativa, de acordo com o
Sim. Este apelo foi uma pessoa que postou no site do senado, e aquilo é pra fazer com que depois o abaixo assinado vá para o senado e ser votado com o intuito de ser incluso como deficiência física.

Cabe destacar que existem ótimos médicos em Petrópolis e que são especialistas em doenças na córnea. “Diagnosticar o problema, procurar os especialistas e iniciar o tratamento o mais rápido possível ajuda a pessoa doente e faz com que retarde o avanço da doença“, conclui um especialista.

Normalmente, as pessoas com ceratocone apresentam mudança do grau dos óculos com uma frequência acima da média. Com pouco tempo de uso, os óculos já não trazem os mesmos resultados para a visão. Também é comum a pessoa se queixar de visão dupla, do aparecimento de halos em torno dos focos de luz e de sensibilidade anormal à luz (fotofobia), o que pode tornar um risco dirigir à noite. Exames apropriados: biomicroscopia, refratometria, topografia computadorizada, paquimetria ultrassônica, tomografia de córnea, tomografia de coerência ótica e do epitélio corneano“, afirma o oftalmologista Paulo Polisuk – diretor médico do Centro Avançado de Ceratocone.

Por se tratar de uma doença degenerativa, com um tratamento caro, um grupo de pessoas com a doença e apoiadores da causa, estão se unindo em um abaixo assinado para assim colherem assinaturas e tentar mudar a realidade dos que sofrem com essas doença. O intuito é arrecadar no mínimo 20.000 assinaturas até o dia 10 de julho de 2019.

Segundo o organizador do abaixo assinado, Thomaz Daniel de Oliveira, o objetivo é “reconhecer o portador de ceratocone como deficiente visual, possibilitando campanhas de inclusão e informação, garantindo participação em certames públicos na qualidade de PCD. Tratamento e acompanhamento clínico pelo Estado, garantido o direito desses cidadãos”.

Ainda de acordo com Thomaz, “estima-se que um em cada 20.000 brasileiros possuam a doença e não há qualquer política pública voltada para esses cidadãos. A doença reduz muito a qualidade de vida, os tratamentos são caros e não são totalmente eficazes, é necessário que essa categoria de pessoas passe a ser reconhecida em suas dificuldades, possibilitando garantias e direitos fundamentais a estes”.

A proposta é arrecadar 20.000 assinaturas para assim o assunto se tornar uma Sugestão Legislativa, podendo ser debatida no Senado. O site para o abaixo assinado é o ECidadania e para quem quiser saber mais sobre a doença e como ajudar, basta clicar no grupo do Facebook Ceratocone e Tratamentos.