Uma operação conjunta realizada pelas Secretarias da Polícia Civil, da Polícia Militar e de Administração Penitenciária, culminou em sete prisões, na manhã desta terça-feira (13), no Bairro da Glória. Em Petrópolis, quatro homens e duas mulheres foram presos pelo crime de tráfico de material entorpecente, enquanto um adolescente foi apreendido. Outros três suspeitos procurados no município, foram encontrados em Bangu e Magé.

Durante toda a manhã, policiais civis da 105º Delegacia Policial e policiais militares do 26º Batalhão de Polícia Militar – PMERJ, cumpriram mandados de busca e apreensão e mandados de prisão em diferentes pontos da cidade de Petropolis.

As buscas realizadas por agentes da Subsecretaria Operacional da Secretaria de Administração Penitenciária concomitantemente com as diligências realizadas na cidade de Petropolis permitiram a localização de dinheiro, aparelhos de telefonia celular e anotações referentes ao movimento da organização em poder dos líderes da organização que já se encontravam custodiados em quatro unidades prisionais do estado.

Até o final da manhã, treze pessoas já haviam sido presas e um adolescente apreendido.

A operação, que recebeu o nome de “Cruzadas”, teve início no ano de 2018 quando traficantes passaram a rivalizar por conta do domínio de pontos de venda de tráficos na região. A guerra declarada provocou a morte de alguns dos integrantes do grupo criminoso e, no decorrer da apuração dos homicídios, passou a ficar evidenciada a existência de uma organização estruturada, com definição nítida de papéis onde os principais líderes seguiam passando diretrizes de distribuição de droga e arrecadação de dinheiro de dentro das unidades prisionais onde cumpriam pena.

Segundo a Polícia Militar, as incursões na localidade, realizadas pelos agentes Civis e Militares diariamente, foram primordiais para certificar da existência do tráfico local e da ramificação do grupo que está vinculada a uma facção criminosa responsável pela distribuição de drogas em grandes volumes em comunidades do Rio de Janeiro.

Através de interceptação telefônica autorizada pelo juízo da 2ª Vara Criminal de Petrópolis, foi possível detalhar a dinâmica da organização com identificação de posições na hierarquia estrutural do tráfico no local e apurar um movimento mensal de aproximadamente R$ 400.000,00 (quatrocentos mil reais) proveniente da venda dos entorpecentes.

As buscas na cidade de Petrópolis prosseguem com o objetivo de localizar quatro suspeitos foragidos. A Polícia Civil tem ainda trinta dias para encerrar as investigações, mas acredita que terminará antes do período planejado, visto a face o extenso conteúdo probatório já colhido.

O nome da operação, Cruzada, se dá em virtude do desafio ao qual se lançaram os policiais envolvidos no sentido de combater o inimigo que desafiava a ordem e os bons costumes em uma localidade já sofrida e desamparada por décadas.