Foto: Divulgação / Setranspetro

Ônibus perdem mais de 500 viagens por dia em Petrópolis por causa do trânsito

Nos pontos de ônibus, os passageiros preferem embarcar nos coletivos que já estão cheios, do que esperar o próximo, em razão da demora da chegada de um outro coletivo, provocada pela lentidão no trânsito.
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A falta de mobilidade urbana é amplamente discutida há anos pelas empresas de ônibus em Petrópolis, sendo o principal fator que compromete os horários programados para a realização das viagens de ônibus, prejudicando o atendimento à população. Com mais de 186 mil veículos em circulação no município, o desafio aumentou após a tragédia, com vias obstruídas, com sinalização inadequada, estacionamentos irregulares nos principais corredores e trânsito caótico. Como resultado, somente na terça-feira (8), das 7.212 partidas programadas, quase 8% não foram realizadas, em razão dos engarrafamentos, representando 535 partidas perdidas ao longo do dia.

Desde então, o sistema de transporte passou a recebeu inúmeras reclamações sobre a ocupação dos coletivos e a falta de ônibus, sensação provocada pelos engarrafamentos de quilômetros, que impediram a chegada dos ônibus aos pontos, mesmo com a operação ampliada e reforçada, além da operação de 100% da frota nas linhas troncais e de grande circulação de pessoas.

Chegando a ultrapassar duas horas completamente parados no trânsito, os coletivos estão registrando atrasos nunca vistos no município, que não se comparam nem aos tradicionais dias de transtornos, já considerados pela população como “normais”. Como consequência, a Petro Ita informou ter perdido ontem (8) um total de 246 partidas, seguida pela Cidade Real que disse ter deixado de operar em 124 viagens, Turp Transporte em 66, Cascatinha 61 partidas e Cidade das Hortênsias 38 viagens, todas afirmando ter sido causadas por engarrafamento.

“A operação dos ônibus em Petrópolis está dependendo muito mais do trânsito, do que da distância. As empresas querem atender a população, mas, assim como todos os tipos de veículos, estamos presos no trânsito, sem qualquer possibilidade de desvio de itinerário”, disse Carla Rivetti, gerente do Setranspetro.

Nos pontos de ônibus, os passageiros preferem embarcar nos coletivos que já estão cheios, do que esperar o próximo, em razão da demora da chegada de um outro coletivo, provocada pela lentidão no trânsito.

Para se ter uma ideia, levando em consideração que a viagem de ida de uma localidade à outra pode demorar até duas horas, e o seu retorno também pode levar o mesmo tempo, o petropolitano que utiliza qualquer meio de transporte, seja por ônibus ou carro, está perdendo, em média, 24 horas semanais, somente preso no trânsito, considerando deslocamentos de segunda-feira à sábado.

“O problema da falta de mobilidade urbana não começou agora e é relatado há mais de uma década, inclusive, nas reuniões do Conselho Municipal de Transportes (Comutran), quando a cidade ainda tinha pouco menos de 130 mil veículos nas ruas. A tragédia no município evidencia, ainda mais, a importância em priorizar o transporte público. Através da implantação de faixas e corredores exclusivos, além de beneficiar o transporte coletivo, também vai organizar o trânsito como um todo, destinando áreas próprias para carros particulares”, disse Carla Rivetti.

Engarrafamentos diários

As regiões mais afetadas com intensos congestionamentos, todos os dias, são as principais vias do Centro Histórico, Bingen, Valparaíso, Quitandinha, Alto da Serra e Itaipava. O Setranspetro, representante das empresas de ônibus, informou que entende os problemas graves enfrentados pelo município nas últimas semanas, mas defende a necessidade de medidas urgentes, pelo menos, para diminuir os impactos na operação.

Entre as principais sugestões, estão a fiscalização do estacionamento irregular e suspensão temporária dos estacionamentos particulares em vias públicas, que poderiam ser utilizadas para o deslocamento de todos os veículos, além da sinalização eficiente no trânsito, priorização da liberação das vias que fazem ligações dos bairros ao Centro Histórico, planejamento de obras fora dos horários de pico e a implantação de corredores e faixas exclusivas, como aconteceu na Rua Washington Luiz, resultando na diminuição no tempo de trajeto dos ônibus em 20 minutos.

“Quanto mais um ônibus fica parado no trânsito, maior é o prejuízo para a população e também para as operadoras, uma vez que o custo do óleo diesel chega a R$ 5,08 o litro, de acordo com a nota fiscal da compra realizada nesta semana. Dessa forma, é importante pensar em políticas para diminuir a circulação de carros particulares em momentos críticos, além de trabalhar na flexibilização dos horários de entrada e saída de pessoas das atividades econômicas e sociais no município”, concluiu Carla Rivetti.

Em razão dos atrasos, registrados consequentemente pela lentidão no trânsito, as empresas de ônibus que atuam em Petrópolis orientam que os clientes acompanhem, em tempo real, a localização dos ônibus por meio dos aplicativos Vá de Ônibus, Petro Ita, Cascatinha ou Cittamobi (exclusivo aos clientes da Turp Transporte).

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