Oscar Liberal - Iphan-RJ

Obras da linha 3 do VLT revelam estrutura do século XIX Espaço foi usado para comercialização de africanos escravizados

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As obras da linha 3 do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) na Avenida Marechal Floriano revelaram local utilizado para a venda de africanos escravizados e seus descendentes no Brasil no século XIX. Trata-se de mais um achado arqueológico graças às obras de revitalização da Prefeitura do Rio no centro da cidade. Sob a supervisão do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a equipe de arqueologia contratada examina o trecho em busca de fatos importantes sobre o passado da cidade.
A descoberta arqueológica no Porto Maravilha fica na altura da Rua Miguel Couto, onde foram localizados alicerces de um imóvel construído em uma antiga área de chácaras. O uso inicial deste espaço seria para “venda de secos e molhados”, espécie de mercearia da época, posteriormente substituído pelo comércio de africanos escravizados. Este último uso teria começado em 1860 e ali ficou até 1874, segundo anúncios da época publicados no Jornal do Commercio e disponíveis em acervo na Biblioteca Nacional.
Mapas do período permitiram a comparação da área com a configuração atual da região na Marechal Floriano. Foi encontrada estrutura circular construída com blocos de rochas, semelhante a um poço colonial. Dentre os objetos identificados destaca-se também uma bola de ferro, possivelmente relacionada à prisão de pessoas de modo a dificultar a fuga.
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Este não foi o primeiro achado relevante das obras do VLT Carioca. Na Rua da Constituição, por exemplo, há um trecho de 15 metros quadrados e 343 pedras de calçamento pé-de-moleque datado do século XVIII mantido entre os trilhos na altura do número 13. O percurso da linha 2, entre Saara e Praça XV, abriga um polo cultural, comercial e gastronômico que resgata a história do Rio.

Gerente de Desenvolvimento Econômico e Social da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (Cdurp), Rilden Albuquerque comemora que a obra traz a oportunidade do carioca conhecer uma história esquecida. “Esta memória estava enterrada. Passávamos por ali todos os dias sem nem ideia sobre o que estávamos pisando. Por isso é importante este trabalho de resgate que vem paralelo ao progresso da obra de revitalização”, defende.

Fonte: Porto Maravilha

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