O silêncio dos não inocentes e o terror de Bernardo Rossi

Nunca foi novidade a relação do prefeito Bernardo Rossi com figuras obscuras da política fluminense. Apadrinhado por Jorge Picciani, teve desde o início de sua carreira fortes laços que lhe renderam apoio para suas campanhas e também lhe obrigaram fidelidade ao Picciani filho em diversas outras por aqui. Fato que sempre causou medo em quem acompanha a política do Estado do Rio, sabendo de como tal vínculo já era ruim para a cidade desde quando Bernardo exercia apenas o cargo de vereador – imagina como prefeito.

De lá para cá, com o seu crescimento político, outras figuras continuaram enchendo seus palanques. Gente como o ex-governador Sérgio Cabral, o ex-prefeito da cidade Rio, Eduardo Paes, o Pezão, também ex-governador, chegando até Michel Temer. Todos estes estiveram em Petrópolis ainda na campanha derrotada de Rossi em 2016. Foi um belo banho de sol pelo Centro Histórico!

Não satisfeito, Rossi enquanto deputado estadual foi base na Assembleia Legislativa do governo de seu partido (MDB). Votando contra professores e servidores, sendo achincalhado pela imprensa como um dos mais faltoso nas sessões legislativas, culminando na nomeação para secretario estadual de habitação. Isto é, defendeu o governo Cabral (preso) e foi secretário no governo Pezão (preso). Na casa legislativa também fez boas amizades, podemos citar Marcos Vinicius Neskau (preso) que sempre apoiou suas candidaturas para prefeito, sem falar da relação com vários outros deputados também presos.

É claro que seu grupo político municipal não fugiria à regra. Paulo Igor (ex-coordenador das campanhas de Bernardo e seu herdeiro na presidência da Câmara Municipal) que estava preso até pouco tempo, é investigado por grandes esquemas de corrupção na Casa. Talvez tenha aprendido com o próprio atual prefeito, que pela época como deputado, foi citado na Lava Jato por indicar nomes para cargos públicos em um outro esquema de seu partido.

Enfim, o silêncio dos não inocentes está sendo quebrado. Sérgio Cabral com cara de arrependido começa a citar nomes antes não escutados nas delações e depoimentos. O que deve causar terror em quem foi apoiado por ele com grandes contribuições financeiras para campanhas eleitorais. É claro que a grana chegou também em Petrópolis!

Para piorar, enquanto isto, Dudu, ex-vereador protegido do Governo Rossi, também partícipe do caso Paulo Igor (entre outros crimes), fala por aí que se for cassado contará casos que envolvem Rossi e outros comparsas. Daria pra escrever um livro.

Sendo assim, continuaremos denunciando as covardias de Bernardo e o seu péssimo governo – erros não sanados por sua passagem na Marquês de Sapucaí. Como também não desistiremos da cassação dos mandatos de Paulo Igor e Dudu – este que não sai dos noticiários também curtiu o carnaval da Vila Isabel e chegou a ser atingido por uma bala perdida na cidade do Rio. Nesta história suja, uma certeza: Petrópolis não pode mais ser refém de uma quadrilha!

Yuri Moura
Professor, Gestor Público e Militante das Causas Populares

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