Após mais um vice-campeonato nesta temporada, desta vez para o Independiente da Argentina, os torcedores já demonstraram sua tristeza, revolta e lamentavelmente alguns partiram para o vandalismo e tentativas de confronto com os rivais de ontem a noite, a dor ainda será sentida por muitos, entretanto, é necessário entender os motivos que levaram o Flamengo a perder a decisão da Copa Sul Americana desta temporada.

Estrelas apagadas.

Os principais jogadores do Flamengo,  estiveram ausentes como Diego Alves, lesionado e Guerrero suspenso por doping, quem jogou, casos de Diego, Everton Ribeiro e Vinícius Junior, tiveram atuações abaixo das expectativas, cabendo aos até então coadjuvantes : Lucas Paquetá, Felipe Vizeu e César, o brilho na fase final da competição, nomes consagrados como de Réver e Juan foram muito bem, mas de quem realmente se esperava algo maior em termos técnicos, os jogadores de frente, ficaram devendo.

Tática do Independiente.

O time argentino veio ao Maracanã precisando de um empate para ficar com a taça, teve uma postura defensiva, porém não ficou tão apertado pelo Flamengo e conseguia sair com inteligência e perigo ao ataque, principalmente com Barco, que fez o gol de empate convertendo a penalidade máxima, que gerou discussão mesmo sendo marcada pelo árbitro de vídeo, na segunda etapa, com o Flamengo precisando se expor ainda mais, o time argentino teve espaço e criou chances suficientes para vencer a partida.

Abatimento precoce do Flamengo.

Mesmo com duas chances criadas na parte final do jogo, o time carioca demonstrou muita fragilidade emocional e pareceu entregue nos minutos finais, a torcida parece ter sentido o baque e ficou mais silenciosa, mesmo aqueles que tentaram empurrar o time para a virada, que levaria o jogo para a prorrogação, não conseguiram agitar o estádio, fazendo o caldeirão.

Erros de Rueda.

Era visível que Diego estava mal na partida e mesmo assim continuou até o final, a ida de Everton para a lateral-esquerda para dar espaço a Vinícius Junior na ponta-esquerda, não surtiu efeito ofensivo e expôs ainda mais o time, o Independiente criou suas melhores chances naquele setor do campo, Everton Ribeiro não criou nenhuma jogada relevante e sequer arriscou um chute de fora da área, William Arão não foi eficiente no apoio e nem na defesa, sobrecarregando a defesa do Flamengo, que abusou das jogadas aéreas.

Liberdade Onfensiva.

Barco, Meza e Gigliotti, demonstraram ser perigosos na primeira partida vencida por 2 a 1 pelo Independiente e novamente tiveram muita liberdade para poder criar jogadas perigosas, o problema acentuou-se na etapa complementar, faltou marcação mais forte sobre Barco e a defesa teve muitas dificuldades com Gigliotti na etapa complementar, onde mesmo com sua lentidão, conseguiu causar sérios problemas a defesa rubro-negra em jogadas de velocidade, por completa inoperância dos laterais e volantes flamenguistas na marcação.

(imagem retirada do site torcedores.com)