O peso de ser o filhinho da mamãe

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Muito mais que uma crítica rasa, o filhinho da mamãe, carrega uma dor que sobrecarrega o seu sistema nervoso e a musculatura como um todo.

Normalmente eles são mais gordinhos, com um rosto infantil, esperando sempre que alguém ajude em suas demandas.

A ligação mãe e filho é tão simbiótica, que dificulta em muito a sua saída para o mundo, esse excesso de atenção que a mãe proporciona vai muito além da fase oral, se prorroga pela vida adulta e essas crianças, orais, ficam adultos que não sabem exatamente o que querem, apenas QUEREM e o vazio que sentem pode faze-los viciados em comida, drogas, jogos eletrônicos, pornografia, compras ou qualquer outra coisa em excesso.

Esse excesso de zelo, pode ser um empecilho para o “sair de casa” formar sua própria família e se tornar emocionalmente independente. As aspas, em “sair de casa”, têm uma razão de ser. Espero que você  tenha  notado as aspas colocadas acima, é que a saída física da casa dos pais, pode não ser o suficiente para que um homem (ou mulher) esteja presente e se entregue na construção de sua própria família, são dependentes da opinião e da aprovação da sua mãe, colocando ela como sua ‘Rainha’, (lemos isto nas redes sociais) portanto devem ter todas as seus desejos prontamente atendidos, em troca a Rainha lhe protege, dirige, defende, cuida e o alimenta. Os filhinhos da mamãe seriam pessoas com um grande emaranhamento com a genitora e este vínculo muito deixou de ser saudável, dificultando-lhe a real saída e construção de seu próprio lar.

Os cartoons retrataram esse oral na figura do Johnny Bravo, um louro musculoso, egocêntrico e vaidoso. Ele sempre usa óculos escuros (mesmo de noite), e as vezes, outro óculos escuro por baixo, camiseta … com mentalidade de um garoto de 6 anos, ele vive dependendo emocionalmente da sua mãe, Bunny Bravo, e sempre a coloca em primeiro lugar embora possa se relacionar com várias mulheres, tem menos simpatia por elas e dificuldade em compreendê-las.

Agora imaginemos, quando esse perfil de caráter se casa com uma “filhinha do papai” – aquela que ainda não renunciou ao pai e não retornou à esfera da mãe o quadro que se descortina demonstra – o homem frequentemente busca uma substituta para a mãe. Da mesma forma, ela encontra no marido um substituto inferior ao seu pai, mesmo que só em seu imaginário. Como um relacionamento assim pode ter sucesso?

E as doenças se acumulam nesse sistema, o traço oral deles está absolutamente sobrecarregado e com dificuldades no trato digestivo, tendo problemas constantes no controle do peso e com dificuldades no sistema fascial, tensões emocionais e dores são frequentes, e as mães sempre acionadas para cuidar.

Os pais destas pessoas se tornam os mediadores de conflitos. Se não bastasse,  quando as coisas entre o casal começa a melhorar e o papel de mediação não é necessário, ouvimos a mãe deles cobrando atenção e frases como “te dei a vida, cuidei de você, agora é a sua vez de cuidar de mim, essa moça não te conhece como eu” são frequentes. Já a mulher filhinha do papai sempre conta tudo que acontece pra sua família, buscando ser a vítima e continuar dependente da família, vive comparando o marido ao pai, e as desavenças na relação esposa e sogra sempre acontecem.

Há uma resistência em ser sogra e não deixam os seu filhos voarem, ao contrário, sempre estão presente em qualquer dificuldade do casal. Nesse quadro se questionamos o que os levaram ao casamento, por exemplo, a resposta sempre tem cuidado como um dos itens. As consequências e possibilidade real é vermos um marido dividido entre a esposa e a mãe, dor na lombar é uma constante e alguns episódios de depressão, ansiedade farão parte deste individuo autossabotando a relação em busca de uma justificativa para, finalmente, “voltar para a casa”.

Na mulher, vemos, frequentemente, a ausência do desejo de ser mãe, por entender que o filho poderia ser empecilho para ser cuidada e continuar dependente da família de origem, esperando ser ela a mãe da mãe. Esta recusa de viver o futuro estando presa em um passado, faz com que, se por acaso existe filhos, a avó sempre é acionada para cuidar. Em uma tentativa de continuar o vínculo com esse passado, criticam a sua própria criação e exigem mudanças no comportamento da avó em relação aos netos, como uma forma de mostrar o quanto a educação que recebeu os feriram.

Crescer dói e todos precisamos seguir nesse passo, é natural e saudável. Uma dica que dou sempre aos meus clientes é que parem de comparar sua mulher à sua mãe, quando você as compara você está dizendo que quer uma relação maternal e não de adultos que querem constituir família.

Você mulher, pare de contar tudo pra sua mãe, de colocar a sua relação mãe e filha como prioridade em detrimento da relação adulta homem e mulher, entendam-se como adultos e o ninho materno não cabe mais vocês. Relações saudáveis precisam ter ordem e consciência.


Sobre Noory Lisias

Noory Lisias é fisioterapeuta, formada na Universidade Católica de Petrópolis, Mestra em Psicologia, especialista em Análises de Sistemas Corporais e com pós-graduação em Neuroanatomia Funcional no Método Bobath de Estimulação Neurológica e no Método Kabat, atuando há mais de 25 anos tratando lesões neurológicas e psicossomáticas.

Além de diversas outras especializações como:

  • Barras de Access | Facelift e Corporal
  • Low Pressure Fitness | LPF
  • Método Maitland
  • Pilates
  • Reeducação Postural Global | RPG
  • Aparelho Genital Feminino
  • Programação Neurolinguística | PNL
  • Proprioceptive Neuromuscular Facilitation | PNF (Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva)

YouTube: NooryLisias
Facebook: noorylisiasfisio
Instagram: @noorylisias
Site: noorylisias.com.br
https://linktr.ee/noorylisias

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