O CAOS INDUZIDO: sobre Bernardo Rossi e a Rua 13 de Maio

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Os recentes problemas na Rua 13 de Maio são mais uma prova da incapacidade do Governo Rossi. Sofrem moradores, comerciantes e a juventude em uma cidade mórbida e cinza.

Um prefeito deve garantir segurança e harmonia, é cômodo decretar toque de recolher quando não se tem a capacidade de organizar o município. Bernardo Rossi induziu o caos, tirou o corpo fora de suas responsabilidades, deixou com que problemas ocorressem para garantiar o seu projeto de cidade: excludente, truculento e para poucos. A lógica do prefeito é: não coloco a guarda civil para que dê confusão, não faço campanhas educativas para que dê confusão, não me preocupo com o trânsito para que dê confusão. E, quando der confusão, a justificativa fala por si só!

Problemas de convívio se resolvem com mais convívio. O respeito nasce no fortalecimento de relações. O poder público tem caráter de mediação, não deve se pautar em soluções impensadas e imediatistas. Temos um prefeito sem capacidade de diálogo, eleitoreiro e atrapalhado!

5 pontos sobre a o ato do prefeito:

1- A política de segurança pública do município é voltada para o truculento “Choque de Ordem”, não existe trabalho preventivo, policiamento comunitário ou inteligência, apenas ações esporádicas, violentas e atrapalhadas.

2- O atual prefeito não tem capacidade de diálogo. Nunca ouviu moradores, comerciantes ou a juventude que frequenta a rua. Se encastela no poder sem tentar construir soluções consensuais. A vida urbana pede planejamento, pactuações e proatividade – ainda mais pelo poder público.

3- Ninguém defende linchamentos, atropelos, tiros ou brigas em um local voltado para o lazer e a diversão. Tais ocorridos são fruto da inexistência de uma estratégia de segurança, trânsito e educação para a região que tem tido suas noites ocupadas há 5 anos. Uma hora daria ruim.

4- As múmias da elite conservadora petropolitana adoram quando algo do tipo acontece. Culpam os mais jovens e sua cultura, querem uma cidade sem movimento, praças e ruas vazias, a calmaria de um lugar sem gente ou encontros. O ato do Bernardo Rossi joga confete pra esse pessoal.

5- Por fim, o novo Código de Posturas do município tem que entender as diferenças nas diversas áreas da cidade. Se Petrópolis quer que seus visitantes virem turistas precisa de vida noturna. E o prefeito deve agir como gestor, representante do povo, não chefe da moral e costumes.

Yuri Moura
Professor de História e Gestor Público

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3 Comentários
  1. Vinicius Diz

    Parabéns, foi perfeito em todas as colocações, principalmente ao se referir das múmias velhas parasitas da cidade!

  2. Anna Diz

    caramba que texto ótimo! sustenta com argumentos fundamentados meu desprezo por essa gestão!

    1. Mirna Diz

      Excelente texto, Yuri!
      Onde o petropolitano vai se divertir? Onde? A juventude então… Onde?
      Mais um adendo: Petrópolis não é uma cidade que receba turistas, porque turista é aquele que permanece em um local fora do seu domicílio por mais de 24h, conforme a definição mais básica de turista. Portanto, Petrópolis é uma cidade de excursionistas, que não consomem como turistas. Dito isso, é tão patética essa medida na 13 de Maio e na Nelson de Sá Earp que chega a doer. Se querem transformar Petrópolis em um município que ATRAIA TURISTAS, como repetem igual papagaios na gestão pública; ora, ora, têm de dar MOTIVOS para que haja turistas!
      Turista não fica numa cidade que morre após o horário comercial. Turistas querem atração.
      Acorda, Prefeitura!

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