Novembro chama a atenção para cuidados em relação as córneas

Compartilhe
Compartilhar no facebook
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no pinterest
Compartilhar no twitter

Uma atitude muito simples praticada por quase todos nós, pode trazer prejuízos sérios para a visão: o hábito de coçar os olhos. Esse hábito pode predispor ao ceratocone, uma alteração do anatomia da córnea, que ganha formato de cone. A doença, traz variados graus de astigmatismo e também pode causar a opacidade em uma estrutura que deve ser transparente.

Segundo a Sociedade Brasileira de Oftalmologia, a doença pode evoluir por toda a vida. O problema costuma ser comum em adultos jovens e é responsável por mais de 50% dos transplantes realizados anualmente no país. Dados apontam que cerca de treze mil brasileiros, têm que realizar o procedimento, para recuperar a visão. 
“Geralmente tudo começa na adolescência e o principal sintoma é a diminuição da visão. Em alguns pacientes o ceratocone é progressivo e acompanhamos muitos casos na clínica. O diagnóstico é feito através de uma consulta oftalmológica minuciosa e exames complementares, como a topografia e paquimetria, avaliando a curvatura e a espessura da córnea”, diz o Oftalmologista Fernando Medeiros. 
Os principais fatores de risco são a história familiar e a conjuntivite alérgica. O ato de coçar os olhos deve ser evitado. Nos estágios iniciais, apenas óculos são necessários e em casos moderados o uso de lentes de contato rígidas especiais pode melhorar muito a visão. Em Petrópolis, a Oftalmo Clínica tem o primeiro equipamento da cidade para realizar o Cross Linking, procedimento que modifica e fortalece a estrutura de colágeno nas córneas, evitando a evolução da doença. 
“Nos últimos 10 anos o tratamento melhorou muito com o surgimento do procedimento de cross linking, em que uma luz ultravioleta modifica e fortalece a estrutura do colágeno das córneas. Outra possibilidade de intervenção é o implante de anéis intra-estromais, que modificam a curvatura da córnea, diminuindo o grau e melhorando a visão. Esses procedimentos reduzem inclusive, o número de transplantes necessários”, explica o especialista.
Dr. Fernando Medeiros é Oftalmologista, tem mestrado em córnea pela UFRJ e certificação da Associação Pan-americana de banco de olhos. Foi assessor médico do banco de olhos de Rio de Janeiro, sendo responsável pelo treinamento da equipe e pela avaliação e controle de qualidade dos tecidos doados. Ao longo de vinte e cinco anos de exercício profissional já realizou mais de 300 transplantes de córnea.
Compartilhe
Compartilhar no facebook
Facebook
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no pinterest
Pinterest
Compartilhar no twitter
Twitter

veja também

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.