Créditos: MARKO DJURICA

No segundo dia de Paralimpíadas, Brasil continua somando medalhas e Daniel Dias segue fazendo história

Em apenas dois dias de evento, a delegação brasileira já foi ao pódio oito vezes.
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Após as medalhas conquistadas no primeiro dia das Paralimpíadas de Tóquio, o Brasil manteve o ritmo e somou mais quatro pódios nesta quinta-feira (26). No quadro de medalhas, o país ocupa o 10º lugar, com um ouro, três pratas e quatro bronzes.

Campeão em Londres 2012, Jovane Guissone foi prata na esgrima sobre cadeira de rodas. A segunda prata do dia foi inédita: Rodolpho Riskalla conquistou o melhor resultado da história do Brasil no hipismo dos Jogos Paralímpicos. Com dois bronzes na natação (um em revezamento), Daniel Dias estendeu seu recorde de maior medalhista, chegando a 27 pódios paralímpicos na carreira.

A China lidera a competição, com oito ouros, cinco pratas e 10 bronzes. No segundo lugar, a Grã-Bretanha soma seis ouros, oito pratas e três bronzes. Já a terceira colocação é ocupada pelo Comitê Paralímpico Russo, com seis ouros, cinco pratas e seis bronzes.

Jovane Guissone conquista prata na esgrima em cadeira de rodas

Ouro na Londres (2012), o esgrimista Jovane Guissone, de 38 anos, conquistou a prata, na disputa da espada individual na categoria B (menor equilíbrio e mobilidade no tronco). O brasileiro foi superado pelo atleta Alexander Kuzykov, do Comitê Paralímpico Russo, por 15 a 8. O brasileiro segue como único medalhista do país na esgrima, seja em Olimpíadas ou Paralimpíadas. 

Vice-líder no ranking mundial, o gaúcho chegou à final na Tóquio 2020 após derrotar nesta madrugada o britânico Bimitri Coutya por 15 a 12. Antes, já havia despachado o iraquiano Ammar Ali por 15 a 10 nas quartas de final. Em sete duelos antes da decisão pela medalha de ouro, o atleta perdeu apenas o primeiro, para o ucraniano Oleg Naumenko e o último para o russo Kuzykov. 

Guissone começou a praticar esgrima há 13 anos, após sofrer uma lesão na medula ao ser atingido por disparo de arma de fogo durante um assalto. 

Rodolpho Riskalla é prata no hispismo adestramento na Paralimpíada

O paulista Rodolpho Riskalla conquistou a medalha de prata no hipismo adestramento, na prova do grau IV (categoria que reúne atletas com comprometimento leve em um ou dois membros, e também aqueles com deficiência visual moderada). Este é o melhor resultado de brasileiros na história da participação do país na modalidade. 

Montando o cavalo Don Henrico, o brasileiro, de 37 anos, se apresentou ao som de Aquarela do Brasil (Ary Barroso) e Halo (Beyoncé). O entrosamento resultou no segundo melhor aproveitamento da competição, garantindo a pontuação de 74,659. 

Quem ficou com a medalha de ouro foi a atual campeã mundial europeia Sanne Voets, da Holanda. Ela montou Demantur e totalizou 76.585. Já o belga Manon Claeys levou o bronze montando San Dior 2, finalizando com 72.853.

Daniel Dias fatura mais um bronze e chega a 26 medalhas paralímpicas

O paulista Daniel Dias conquistou a sua 26ª medalha paralímpica, com um bronze na prova de 100 metros livre da classe S5 (deficiência físico-motora), com o tempo de tempo de 1min10s80. 

É o segundo bronze do multicampeão na Tóquio 2020: na manhã de ontem (25), Daniel faturou a primeira medalha ao completar os 200 metros livre em terceiro lugar. 

Quem levou a medalha de ouro foi o italiano Francesco Bocciardo, com a marca de 1min09s56. Já a prata foi para a China, com Lichao Wang, com o tempo de 1min10s45.

Natação: revezamento misto 4x50m é bronze em Tóquio 2020

O Brasil conquistou a medalha de bronze na prova de revezamento misto no 4×50 metros livres. Os nadadores brasileiros Daniel Dias (classe S5), Talisson Glock (classe S6), Joana Neves (classe S5) e Patrícia Pereira (classe S4) obtiveram o tempo de 2min24s82. As classes S4, S5 e S6 são compostas de atletas com deficiência física-motora.

A medalha de ouro foi para a China, que bateu a marca de 2min15s49, se tornando novo recorde mundial. Já a prata foi para o quarteto italiano, que terminou a prova no tempo de 2min21s45.

Com o resultado no revezamento, o paulista Daniel Dias chegou a 27ª medalha na história das paralimpíadas. Em Tóquio 2020, ele já levou outros dois bronzes: na prova de 100 metros livre da classe S5 (deficiência física-motora) e nos 200 metros livre na classe S5 (deficiência física-motora).

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