Rio de Janeiro - RJ - 12.03.2019 - Governador Wilson Witzel o secretário da Secretaria de Polícia Civil, Marcus Vinícius Braga, e de delegados da Polícia Civil para esclarecimentos sobre prisão de suspeitos do assassinato da vereadora Marielle Franco e Anderson Gomes, no Palácio Guanabara zona sul do Rio. Foto: Carlos Magno.

“Não vamos mais permitir o sucateamento da Polícia Civil”, diz Witzel em coletiva sobre investigações do caso Marielle e Anderson

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O governador Wilson Witzel afirmou, nesta terça-feira (12/3), que a conclusão da primeira fase das investigações sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes é uma resposta importante para a sociedade. O governador, o secretário de Polícia Civil, Marcus Vinicius Braga, e o delegado-chefe da Delegacia de Homicídios (DH) da Capital, Giniton Lages, detalharam a investigação em coletiva de imprensa realizada no Palácio Guanabara.

Policiais da Delegacia de Homicídios da Capital e do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, prenderam, na madrugada desta terça, o policial militar reformado Ronnie Lessa e o ex-PM Elcio Vieira de Queiroz, sob a acusação de terem participado dos assassinatos de Marielle Franco e Anderson Gomes e da tentativa de homicídio a Fernanda Chaves. Lessa seria o autor dos disparos que atingiram Marielle e Anderson, enquanto Elcio teria sido o condutor do Cobalt utilizado para a execução.

– Esta é uma resposta importante que nós estamos dando à sociedade, é parte da elucidação de um crime bárbaro cometido contra um parlamentar, uma mulher, no desempenho de sua atividade democrática e que teve a sua vida ceifada de forma criminosa. Não são provas fáceis de serem obtidas. Tenho certeza de que nós avançamos muito e vamos avançar ainda mais para estabelecer a ordem no Estado do Rio. Não podemos mais admitir a banalização da violência – disse o governador.

Wilson Witzel parabenizou o trabalho da Polícia Civil e ressaltou que o Governo do Estado trabalha para reestruturar a Segurança Pública no estado.

– Não vamos mais permitir o sucateamento da Polícia Civil, razão pela qual tomei a decisão de transformá-la em secretaria. Convidei o secretário Marcus Vinicius, lhe dei autonomia, independência para que os delegados que ocupassem as delegacias não tivessem interferência política. O resultado está agora se materializando neste e em outros casos. Parabenizo  o trabalho que foi realizado. E tenho certeza de que vamos conseguir melhorar a estrutura da polícia com investimentos – ressaltou.

O secretário de Polícia Civil agradeceu à sua equipe pelo empenho no caso de repercussão internacional.

– A minha palavra é basicamente de agradecimento aos policiais  pelo empenho, pelo nosso lema, que é ‘servir e proteger’. A sociedade ganha com uma Polícia Civil forte, que respeita a sociedade. Com certeza, o respeito que o governo Wilson Witzel tem pela corporação será retribuído em forma de trabalho – destacou.

Segunda etapa das investigações

As investigações sobre os assassinatos de Marielle e Anderson seguem agora para sua segunda fase. Segundo o delegado Giniton Lages, a próxima etapa seguirá os mesmos protocolos definidos no início da Operação Lume, que também cumpriu 34 mandados de busca e apreensão nesta terça-feira. Os investigadores buscam esclarecer ainda, com mais detalhes, a motivação do assassinato e se houve  mandante do crime.

– Este é um dia especial. Não é fácil tratar deste crime. Não existiu nenhuma linha de investigação que tenha sido ventilada que nós não tenhamos enfrentado. Há ainda algumas respostas a alcançar e não podemos errar, mas o perfil do assassino revela diferenças ideológicas. Foi por motivação torpe – afirmou o chefe da Delegacia de Homicídios da Capital. 

De acordo com Giniton, a investigação do caso mobilizou 47 policiais civis. Foram ouvidas 230 testemunhas e 33.329 linhas telefônicas foram analisadas. Deste total, 318 foram interceptadas. Além disso, 670/533 gigabytes de dados telemáticos foram estudados e 2.428 antenas das estações de rádio-base, captadas.  Informações recebidas por meio do Disque Denúncia também contribuíram para a descoberta dos participantes do crime. Até agosto de 2018, foram 190 denúncias. A vereadora  Marielle Franco  e o motorista do veículo, Anderson Pedro Gomes, foram mortos no  dia 14 de março de 2018. 

Foto: Carlos Magno

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