Números de circo, sapateado, balé clássico e contemporâneo permeiam o musical “Hoje é Dia de Maria”, que chega aos Teatros Arthur Azevedo, em outubro, e Paulo Eiró, em novembro, a preço popular de R$ 30. O espetáculo, codirigido e estrelado por Ligia Paula Machado, é uma adaptação do texto original de Carlos Alberto Soffredini, no qual também se baseou a minissérie exibida em 2005, pela TV Globo. Além de Ligia, o musical tem direção de Dan Rosseto e Kleber Montanheiro, que ainda integra o elenco, ao lado de Cleto Baccic, Luiz Araújo, Camila Brandão e Felipe Machado.

“O tom do texto é muito lúdico e isso permitiu que a gente criasse coreografias das mais variadas”, explica Ligia. A encenação conta a história de Maria, uma menina de 12 anos que sai do sertão paulista em busca de seu sonho: encontrar “as franjas do mar”. Ao longo dessa jornada, a personagem se depara com cinco elementos – Água, Terra, Fogo, Ar e Conexão com Deus –, inspirados na figura da mandala, círculo que representa a relação do homem com o Cosmo. Também com base nesse símbolo, a produção incluiu um número circense de Roda Cyr (aro grande em que, na parte interna, o artista se equilibra). A apresentação é realizada pela própria Ligia, que nunca tivera antes contato com essa modalidade e precisou aprendê-la. Considerando todos os seus outros números de dança e canto, esse foi o maior desafio enfrentado por ela. “É uma luta contra a gravidade, e não depende apenas da quantidade de treino”, explica a atriz. “Se o dia está mais frio, por exemplo, o chão vai escorregar mais e o número fica muito mais difícil de ser realizado.”

Ao interpretar Maria, Ligia olhou para seu próprio passado para emprestar à personagem a vivacidade necessária. “Precisei resgatar em mim a menina de 12 anos, o jeito de andar, de falar, de pensar e de me comportar”, conta. “E também trabalhar nessa transição da personagem, de garota de 12 anos à jovem de 18”. Por sorte, a intérprete enxergou em Maria muitas das qualidades que vê em si mesma, como o fato de ser muito curiosa e ligada à natureza. “Essa personagem representa a força da mulher, que não teme ir à busca de seus sonhos”, completa.

Com orquestra no palco, efeitos de luz e som, músicas de Vinicius de Moraes, Marisa Monte, Caetano Veloso e Gonzaguinha, e tantos números de dança diferentes, Ligia conta que foi uma preocupação fazer com que tais elementos não se sobrepusessem à história. “O maior desafio certamente é fazer com que a interpretação não se perca”, explica. “As cenas precisam passar veracidade e intensidade, e as pessoas têm de se emocionar com o texto também, não só com os números musicais”, conclui a atriz.

Serviço: Teatro Arthur Azevedo. Av. Paes de Barros, 955, Mooca, Zona Leste | tel. 2604-5558. De 6 a 29/10. 6ª e sáb., 21h. Dom., 19h.

Teatro Paulo Eiró. Av. Adolfo Pinheiro, 765, Santo Amaro. Zona Sul. | tel. 5546-0446 e 5686-8440.  De 3 a 26/11. 6ª e sáb., 21h. Dom., 19h.

| 105 min. +12 anos. R$ 30

 

Fonte: Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo

Foto: Foto: Caio Galluci (O espetáculo é uma adaptação do texto original de Carlos Alberto Soffredini)