Cerca de 200 pessoas participaram, na noite de terça-feira (19/09) da Audiência Pública realizada a pedido do vereador professor Leandro Azevedo, por meio da a Comissão de Esportes, Lazer e Direitos Humanos, com o tema Tragédias da Região Serrana. Assim como Petrópolis, representantes dos municípios de Teresópolis, Areal e São José do Vale do Rio Preto, participaram do encontro.

Além de formalizar a criação da Comissão de Vítimas das Tragédias da Região Serrana – CVTRS, presidida por Azevedo, a partir do encontro será elaborado um relatório que deverá ser encaminhado a todos os deputados federais que representam o Rio de Janeiro, assim como secretarias estaduais e Ministérios das Cidades e de Integração Social. Uma reunião com representantes do Instituto Estadual do Ambiente – INEA, já está agendada.

Também compõem a Comissão, os vereadores Fábio Guerra, de São José do Vale do Rio Preto, como vice-presidente, Tenente Jaime Medeiros, como 1º Secretário.  O vereador José Augusto Bernardes Lima, o Gutinho, de Areal, será o relator. Respectivamente, as lideranças dos movimentos pelo aluguel social e moradia, Marcela Diniz Rampini e Ana Carla da Silva Lobo, são as suplentes. Cláudia Renata Ramos, representa o vereador professor Leandro Azevedo.

Alvo da maioria das reclamações, o Inea não enviou representantes, assim como outros órgãos do Governo do Rio de Janeiro, mas segundo levantamentos realizados pela CVTRS, das 4.557 casas projetadas pelo Estado, apenas 2.425 saíram do papel. Foram 2.337 em Nova Friburgo, 1.600, em Teresópolis, 50 em Petrópolis, 28 no município de Bom Jardim e 10 em São José do Vale do Rio Preto. Neste último, outras 153 unidades habitacionais estão prontas, mas não foram entregues por conta da falta de obras de infraestrutura.

Ainda segundo documento enviado a comissão pelo Governo do Estado, a Região Serrana recebeu investimentos na ordem de R$ 650 milhões para a realização de obras emergenciais. O vereador professor Leandro Azevedo também lembra que na época da tragédia de 2011, a então presidente Dilma Rousseff, anunciou a construção de milhares de casas para atender as vítimas e empresas fizeram a doação de altas quantias em dinheiro. “Mas, mesmo assim quase nada foi feito. É uma situação lamentável, pois há seis anos essas famílias enfrentam outras tragédias: a social e a do abandono”, destaca Azevedo.

Além dos vereadores que compõem a CVTRS, representantes do legislativo de Petrópolis, assim como dos outros municípios, marcaram presença na audiência. A coordenadora do Núcleo de Terras e Habitação, Maria Júlia Miranda, da Defensoria Pública, também esteve na audiência e esclareceu dúvidas das famílias, principalmente referente ao Programa do Aluguel Social do Estado. “Agora está sendo seguido o caminho certo, pois acredito que a solução do problema dessas famílias não vai ser resolvido na justiça, será através da união de forças, como essa que estamos vendo agora”, disse.