Município conquista R$ 70 mil em recursos para implantação de Unidade de Acolhimento Adulto

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Petrópolis inicia o ano de 2018 com avanços na área da Saúde Mental. O município conquistou R$ 70 mil em recursos federais para implantação de uma Unidade de Acolhimento Adulto (UAA) além de R$ 25 mil para custeio mensal do serviço da Rede de Atenção Psicossocial. A unidade oferecerá acolhimento transitório por até 6 meses às pessoas de ambos os sexos, com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas.

O município é um dos poucos em todo o Estado a oferecer uma assistência mental completa. Atualmente o Departamento de Saúde Mental  tem cerca de 4.500 usuários com atendimentos mensais e conta com uma unidade de CAPSi – Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil, duas unidades do CAPS – Centro de Atenção Psicossocial e uma de CAPS AD II – Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas. Há, também, uma unidade do Ambulatório de Saúde Mental em Itaipava e outra no Centro, além de 136 leitos no Santa Monica e 10 leitos de internação de 72h no Hospital Municipal Nelson de Sá Earp.

“Conquistamos o recurso, mas a Secretaria de Saúde continuará trabalhando as ações de prevenção, conscientização e combate ao uso de álcool e drogas. Essa é uma política pública importante e ter a unidade auxiliará no dependente no tratamento e abandono do vício, pois contará com uma assistência humanizada multidisciplinar”, informa o prefeito Bernardo Rossi.

O Centro de Atenção Psicossocial Álcool Outras Drogas tem 400 pacientes em acompanhamento e tratamento. Em 80% dos casos são homens adultos, mas a preocupação do município é quanto à evolução do número de dependentes entre os jovens. Em Petrópolis, 6% dos adolescentes – de 10 a 19 anos, cerca de 2.500 pessoas são consideráveis em risco de dependência química.

O recurso deve ser enviado ao município já no próximo mês que terá 90 dias para implantar a unidade de acolhimento. O serviço funciona como uma casa onde as pessoas que estejam em tratamento no CAPS AD tem apoio profissional e podem viver por um período.

“A unidade terá funcionamento 24h com acolhimento de até 15 adultos por até seis meses, apoiando seus moradores na busca de emprego, estudo e alternativas de moradia. São espaços abertos de acolhimento sempre voluntário e a indicação de uma vaga na UAA é feita pela equipe do Centro de Atenção Psicossocial Álcool Outras Drogas”, reitera o secretário de Saúde, Silmar Fortes.

A superintendente de Atenção à Saúde, Fabíola Heck reforça que o tratamento da dependência química também deve ser feito no convívio familiar e projeta a criação de um grupo de convivência específico para acompanhamento do usuário e seus entes.

“A unidade é destinada a pessoas a partir dos 18 anos e já estamos em busca de uma casa bem como da equipe que atuará no serviço. Prestaremos um acolhimento humanizado e atividades terapêuticas e coletivas, mas é importante o acompanhamento psicossocial ao usuário e à respectiva família e assim contribuir para o sucesso do tratamento”, disse.

O Centro de Atenção Psicossocial Álcool Outras Drogas (CapsAd) é uma unidade de tratamento com serviço 24h que dispõe de 8 leitos de retaguarda para situação de crise, com acolhimento e avaliação multiprofissional.

“Ao dar entrada, o paciente passa pela triagem, o caso é levado para discussão entre a equipe e em seguida é elaborado o projeto terapêutico exclusivo para o indivíduo de acordo com o perfil do usuário e o mesmo é encaminhado para oficinas e grupos terapêuticos”, explica a diretora do Departamento de Saúde Mental, Viviane Martins.

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