Foto: Arquivo Pessoal/ Reprodução

Mulher trans sofre homofobia e leva tiro no rosto no Rio

A mulher teve alta nesta quarta-feira (23), mas segue com a bala alojada na boca.
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No último final de semana uma mulher trans de 26 anos, foi vítima de agressão verbal e de tentativa de homicídio, ao sofrer de homofobia e intolerância religiosa na Praça São João em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

Nicole da Silva Pinto, disse que a agressão foi fruto de um desentendimento que ocorreu na noite do último sábado (19), quando ela tentava pegar um mototáxi. Na segunda-feira (21), ela foi alvejada por um tiro, que acertou seu rosto. A mulher teve alta nesta quarta-feira (23), mas segue com a bala alojada na boca.

Segundo relatos de Nycole afirmou em entrevista ao portal de notícias “Yahoo”, ela e a amiga tentavam voltar para casa, na noite de sábado, e um mototaxista as agrediu verbalmente. Vítima e agressor se conhecem.

“No sábado, houve uma briga entre esse mototaxista, eu e a minha amiga. Ele disse que éramos trans e ‘não levaria veado em sua garupa’. Fomos embora com outra pessoa. No dia seguinte, já no domingo (20), o pai dele me ligou perguntando se eu iria trabalhar. Eu disse que não, porque vi que ele estava com maldade. Eu falei que estava em Copacabana”, relembra a mulher.

Nycole relata ainda que na segunda-feira o pai do rapaz a procurou novamente.

“Na segunda, eu estava trabalhando e o pai do mototaxista me encontrou na praça e disse que tinha que ‘desenrolar’ a confusão. Eu falei que iria fumar um cigarro na esquina e ele questionou se eu gostava de fazer macumba. Em seguida e perguntou se eu estava bem protegida. Respondi para ele que: ‘Graças a Deus e aos meus orixás, eu estava”, diz ela.

Ainda de acordo com Nycole, ela foi alvejada enquanto fumava, agachada.

“Então, ele deu a volta na praça, foi no mototáxi, pegou o filho, sentou na garupa e foi até a mim. Eu estava agachada fumando e ele atirou. Quando ele deu o tiro, eu levantei e corri. Ele atirou novamente. Nesse momento, o filho dele falou: ‘A outra está ali’. Eu comecei a gritar e o pessoal da praça também gritou, já que lá estava muito cheio. Ai, eles correram”, relembra a vítima.

A mulher foi socorrida por pessoas que estavam no entorno da praça e foi levada para o Hospital Estadual Azevedo Lima.

O agressor e o filho, fugiram em seguida e desde então não teriam sido mais vistos.

Uma amiga da vítima tentou registrar um boletim de ocorrência, no entanto, relatou que os policiais da 78ª DP (Fonseca) teriam procrastinado e tentando que ela desistisse de fazer o registro.

Depois de insistirem, a amiga disse que a Polícia Civil colheu o depoimento da testemunha. Entretanto, a mulher conta que não recebeu a cópia do que disse aos investigadores.

Nycole continua com a bala alojada em seu rosto e segundo a família dela, no Hospital Azevedo Lima não há cirurgião buco-maxilo-facial e que por isso ela terá que ficar com a bala alojada na boca. Os especialistas não teriam informado se ela precisará retirar o objeto.

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