Fabio Costa / O Dia

Mulher é presa ao inventar sintomas do coronavírus para ter prioridade em UPA

Uma mulher foi presa ao simular sintomas do coronavírus para ter prioridade numa Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Copacabana, na Zona Sul do Rio, na última sexta-feira (7). A suspeita da doença mobilizou e alarmou funcionários do hospital, que acionou a Vigilância Sanitária Estadual e Municipal, que chegou a notificar o Ministério da Saúde.
A mulher, de 39 anos, que disse ter voltado há três dias de Hong Kong, província da China, país foco do coronavírus, acabou presa pela 12ª DP (Copacabana). Ela deu entrada durante a madrugada de sexta e chegou a ficar isolada por mais de nove horas, sendo submetida a uma série de exames e questionamentos. A todo momento, ela insistia “em uma narrativa fantasiosa” de que tinha voltado de uma viagem como babá de uma família àquela localidade.
A paciente foi presa ainda na UPA pelos policiais da delegacia após serem informados pelos familiares que ela não tem passaporte e nunca viajou para fora do país. O fato foi confirmado pela polícia com o Departamento de Polícia Federal (DPF). De acordo com a delegada Valéria Aragão, titular da 12ª DP, os policiais foram alertados do caso através das redes sociais e foram até a UPA.
“Os agentes foram até a unidade e viram a mulher sendo contraditada pelos familiares e pela equipe médica, que começava a duvidar dessa narrativa. Esses familiares alegaram que ela não possuía sequer passaporte e jamais tinha viajado para fora do país. Isso foi comprovado com o setor de imigração do Departamento da Polícia Federal”, contou.

Após contraditarem a mulher com as informações obtidas, ela confessou que mentiu sobre a viagem para ter prioridade no atendimento. Segundo a delegada, antes de confessar a verdade, ela fez ser inserido em seu prontuário “uma declaração falsa sobre doença altamente transmissível e com elevado grau de mortandade”.

“Por conta disso, ela foi presa em flagrante pelo crime de falsidade ideológica e pela contravenção penal de provocar “alarme, anunciando desastre ou perigo inexistente, ou praticar qualquer ato capaz de produzir pânico ou tumulto”, concluiu.
A mulher deixou a delegacia neste sábado (8) para ser submetida a uma audiência de custódia. Caso seja condenada, ela pode pegar pena de um a cinco anos de prisão.

Fonte: O Dia

Crédito da foto: Fabio Costa / O Dia

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