Imagem: Reprodução / Giro Serra

MPT-RJ investiga caso de empresário de Petrópolis que disse ter comprado ivermectina para funcionários

A Defesa do empresário diz que Baptista possui uma funcionária que foi diagnosticada com Covid-19 em setembro de 2020, mas permaneceu em casa por 14 dias.

O Ministério Público do Trabalho do Estado do Rio de Janeiro (MPT-RJ) instaurou, através da Procuradoria do Trabalho do Município de Petrópolis, um procedimento de investigação para apurar a afirmação do empresário Nelson Baptista que declarou, em uma entrevista exclusiva ao Giro Serra, que havia comprado ivermectina para seus funcionários.

A entrevista ocorreu no dia 31 de março, durante uma manifestação realizada por um grupo de lojistas ao lado da Catedral São Pedro de Alcântara, evento que ocorreu após a publicação de um Decreto Municipal que endurecia as medidas restritivas para combater a covid-19.

Ainda durante a entrevista, que ganhou repercussão nacional, Baptista afirmou que permitiu que seus funcionários trabalhassem com Covid-19.

Confira a entrevista exclusiva na página do Giro Serra no Facebook

Após a repercussão do caso, o empresário emitiu uma nota de retratação. No texto, divulgado na tarde do dia 1º de abril, ele disse ter cometido um erro. “O empresário Nelson Baptista vem a público através desta nota esclarecer que cometeu um erro. O fato relatado em entrevista nesta quarta-feira (31) nunca ocorreu”, inicia a nota.

Leia mais: Empresário que disse ter distribuído “Ivermectina” para funcionários em entrevista ao Giro Serra emite Nota de Retratação

Em nota, o MPT informou que o procurador responsável pelo caso não deseja fornecer detalhes sobre o caso, pois a divulgação pode prejudicar a investigação.

A Defesa do empresário diz que Baptista possui uma funcionária que foi diagnosticada com Covid-19 em setembro de 2020, mas permaneceu em casa por 14 dias.

Ele tem apenas uma funcionária, que diagnosticada com COVID em setembro de 2020 permaneceu 14 dias em casa em isolamento, como comprovam atestados médicos e documentos contábeis. A Delegacia de Polícia analisou tais documentos e mandou arquivar o inquérito. A nova investigação trabalhista, pelo mesmo fato, deverá ser igualmente extinta, porque está provado que trabalhou com COVID, muito ao contrário”, diz a nota.

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