Mortes por câncer dobram durante a pandemia

O oncologista Ramon Andrade de Mello alerta os pacientes a continuarem o tratamento
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O número de mortos de pacientes com câncer em casa, sem tratamento, dobrou durante os meses de abril e maio de 2020 em comparação com o mesmo período do ano anterior, no Rio de Janeiro. A pesquisa realizada pela Fiocruz aponta o registro de 280 óbitos em casa nesse período.

Ramon Andrade de Mello, médico oncologista, professor da disciplina de oncologia clínica da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e da Escola de Medicina da Universidade do Algarve (Portugal), alerta que os pacientes não devem suspender o tratamento sem orientação médica: “A interrupção dos cuidados pode levar a perda da ‘janela’ de tratamento do paciente e a doença avança até chegar em uma situação irreversível”.

As orientações são as mesmas para aqueles pacientes que adiam o diagnóstico da doença sem orientação de um especialista. “O medo do novo coronavírus não pode ser motivo para desistir da consulta médica. O câncer é uma situação de emergência e deve ter a mesma prioridade da Covid-19”, ressalta o professor da Unifesp.

O número de exames oncológicos também sofreu alteração significativa durante a pandemia. Segundo pesquisa da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), eles tiveram queda de aproximadamente 80% entre fevereiro e março. O levantamento mostra ainda que as cirurgias caíram pela metade e as clínicas de diagnóstico por imagem tiveram 70% de redução na realização de exames nesse período.

“O diagnóstico precoce do tumor oncológico aumenta as chances de resultados positivos para os pacientes. Em alguns casos, é até possível adiar a cirurgia ou início de uma quimioterapia, mas uma espera de três meses faz uma grande diferença”, explica o médico.

 

Sobre Ramon Andrade de Mello

Oncologista clínico e professor adjunto de Cancerologia Clínica da Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Ramon Andrade de Mello tem pós-doutorado em Pesquisa Clínica no Câncer de Pulmão no Royal Marsden NHS Foundation Trust (Inglaterra) e doutorado (PhD) em Oncologia Molecular pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (Portugal).

O médico tem título de especialista em Oncologia Clínica, Ministério da Saúde de Portugal e Sociedade Europeia de Oncologia Médica (ESMO). Além disso, Ramon tem título de Fellow of the American College of Physician (EUA) e é membro do Comitê Educacional de Tumores Gastrointestinal (ESMO GI Faculty) da Sociedade Europeia de Oncologia Médica (European Society for Medical Oncology – ESMO), Membro do Conselho Consultivo (Advisory Board Member) da Escola Europeia de Oncologia (European School of Oncology – ESO) e ex-membro do Comitê Educacional de Tumores do Gastrointestinal Alto (mandato 2016-2019) da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (American Society of Clinical Oncology – ASCO).

O oncologista é do corpo clínico do Hospital Israelita Albert Einstein e Hospital 9 de Julho, em São Paulo, SP, e do Centro de Diagnóstico da Unimed (CDU), em Bauru (SP).

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