Índio Kaiapó Paulinho Payakan — Foto: Shirley Penaforte/O Liberal

Morre líder indígena Paulinho Payakan, aos 67 anos

Ele estava internado no Hospital Regional Público do Araguaia, no sudeste do Pará desde o dia 9 de junho.
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O índio cacique Paulinho Payakan, da etnia kayapó, morreu nesta quarta-feira (17/06) vítima da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. Ele tinha 67 anos e estava internado no Hospital Regional Público do Araguaia, no sudeste do Pará desde o dia 9 de junho.

As informações foram confirmadas pela Fundação Nacional do Índio (Funai), além de relatos de deputados estaduais e federais nas redes sociais.

De acordo com o coordenador do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) na região Kaiapó, Lázaro Marinho, o órgão está prestando toda a assistência necessária à família de Payakan.

Payakan chegou a ser condenado por seis anos de prisão após ter estuprado a estudante Silvia Letícia, em 1992, em Rendação (PA). Ele negou a acusação. Ele ficou preso preventivamente até 1994, quando foi solto por falta de provas. O Ministério Público Federal entrou com recurso e o indígena, em 1998, acabou sendo condenado a seis anos de reclusão em regime fechado pelo crime. Com a condenação, Payakan deixou sua residência no município de Redenção e passou a morar na aldeia Kayapó Ulkré, em Ourilândia do Norte.

A mulher de Payakan, Irekrã, pegou detenção de quatro anos no regime semiaberto por facilitar a ação do marido ao agredir a jovem antes do estupro.

 

Repercussão da morte de Payakan

Deputados lamentaram em Plenário da Câmara a morte do líder indígena.

A deputada Joenia Wapichana (Rede-RR) ressaltou que Payakan é um dos mais de 280 indígenas mortos por Covid-19 até agora. “Ele foi um líder Kaiapó que muitas vezes veio ao Congresso em defesa dos povos indígenas”, afirmou. A parlamentar defendeu a importância de transformação em lei da proposta (PL 1142/20) que institui medidas para prevenir a disseminação da Covid-19 entre povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais. O texto está no Senado.

O deputado Vicentinho Júnior (PL-TO) disse que o Brasil perde um “grande líder, que lutou por muitas décadas pela demarcação de terras indígenas”.

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