Moradores fazem “vaquinha” para consertar rua no Meio da Serra

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Cansados de esperar a atuação do poder público, moradores do Meio da Serra se reuniram, neste sábado (22), para consertar a rua popularmente conhecida como “Caminho da Jaqueira”. Através da realização de uma “vaquinha”, parte do material arrecadado tenta fazer os reparos do trecho abandonado há quase três anos. Cerca de 10 moradores estão fazendo o serviço que foi prometido pela prefeitura.

Desde o dia 13 de novembro de 2016, quando um barranco deslizou na região, a estrada ficou parcialmente obstruída. Após a remoção da barreira, a precariedade da rua começou a prejudicar o deslocamento da população na região.

Uma vergonha para o poder público o que está acontecendo hoje aqui. Não é possível que a prefeitura consegue ficar tão omissa diante de uma situação como essa. Várias pessoas prejudicadas e nenhuma solução tomada“, disse um morador indignado.

Sacos de cimento e pedras foram alguns dos materiais arrecadados pelos moradores para a recuperação da via. “Há dois anos que não sobe um carro por aqui. O prefeito veio e nos prometeu intervenções. Mas, como ainda não estamos em período eleitoral, provavelmente esqueceram de nós“, ironizou outro morador.

Em nota, a Secretaria de Obras informa que estuda medidas para minimizar os impactos do “movimento gravitacional” causado pelo lençol freático e de águas pluviais.

A Secretaria de Obras estuda quais medidas devem ser adotadas no Caminho da Jaqueira, já que a situação na região é complexa devido a ação do lençol freático e de águas pluviais, que ocasionam um movimento gravitacional, contínuo e lento de deslocamento de terra potencializado pela topografia do local. Após os estudos, será feita uma licitação para a contratação de uma empresa especializada para resolver a situação“, diz a nota.

A Secretaria de Obras afirma ainda que, no ano passado, fez remoção de terras e de pedras totalizando mais de 500 caminhões de material. “No ano passado, a Secretaria de Obras fez a remoção de terra e pedras durante seis meses, um trabalho dificultado pelo acesso complicado, estreito e íngreme. Nesse período, foram retirados mais de 500 caminhões de material”.

Em fevereiro deste ano, técnicos das Secretarias de Defesa Civil e Ações Voluntárias, Obras e de Assistência Social realizaram vistoria conjunta com o juiz da 4ª Vara Cível, Jorge Luiz Martins, e da promotora de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo Petrópolis, Zilda Januzzi Veloso Beck, no local. O encontro foi um pedido do governo municipal, preocupado com a complexidade das intervenções necessárias“, complementa a Secretaria de Obras.

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