A Mocidade Independente de Padre Miguel fez uma homenagem ao seu padroeiro, o orixá Oxóssi, que no sincretismo religioso é São Sebastião, no Rio de Janeiro. A partir da história do orixá, contou como nasceu a batida característica da bateria da escola, que é baseada no toque do atabaque de Oxóssi. A escola aproveitou o enredo para homenagear também seus grandes mestres de bateria.

A bateria da Mocidade surpreendeu na apresentação na Sapucaí. A escola, que herdou o toque dos instrumentos dos terreiros, no decorrer da sua história levou a batida para os desfiles e neste sábado não foi diferente.
“É uma levada que só a Mocidade tem”, disse Mestre Dudu.

Durante o desfile a escola teve problemas mecânicos com carros alegóricos e tripés, causando espaçamentos entre as alas, o que pode prejudicar a escola na apuração.
Confira o samba da Mocidade:
“Batuque Ao Caçador” Composição: Cabeça Do Ajax, Carlinhos Brown, Diego Nicolau, Gigi da Estiva, J.J. Santos, Nattan Lopes, Orlando Ambrosio e Richard Valença (Ê) no toque do agueré No toque do agueré (Oh) Oxóssi é caçador É o nosso protetor Okê arô, ofá da mira certeira Dono da mata, okê, okê, Mutalambô Seu ajeum já preparei na quinta-feira No fundamento, a batida incorporou Samborê, pemba, folha de jurema Há proteção de Ogboju Odé Pai Oxalá lhe deu seu diadema Quem rege meu Orí, governa minha fé Nos idilês, a ancestralidade O Alákétu no Egbé da Mocidade Oxóssi é caçador de uma flecha só Herdeiro de Iemanjá, irmão de Ogum Aquele que na cobra dá um nó Aquele apaixonado por Oxum Oxóssi é caçador de uma flecha só Herdeiro de Iemanjá, irmão de Exu Aquele que na cobra dá um nó Aquele apaixonado por Oxum Ibualama o mar atravessou No Gantois virou São Jorge, guardião Um rio inteiro em Teu nome, meu Senhor Quem é de Oxóssi é de São Sebastião Quem é de Oxóssi é de São Sebastião Oh, juremê, oh, juremá Caboclo lá da jurema é cacique nesse congá Oh, juremê, oh, juremá Mandiga de Tia Chica fez a caixa guerrear Inverteu meu tambor De Dudu e de Coé Foi Quirino, foi Miquimba De Jorjão o agueré Fez do aguidavi Baqueta da nossa gente Pra evocar nesse terreiro toda alma Independente Arerê Arerê, Komorodé Komorodé, Arolé Komorodé Arerê Arerê, Komorodé Todo Ogã da Mocidade é cria de Mestre André Arerê Arerê, Komorodé Komorodé, Arolé Komorodé Arerê Arerê, Komorodé Todo Ogã da Mocidade é cria de Mestre André Okê arô, ofá da mira certeira Dono da mata, okê, okê, Mutalambô Seu ajeum já preparei na quinta-feira No fundamento, a batida incorporou Samborê, pemba, folha de jurema Há proteção de Ogboju Odé Pai Oxalá lhe deu seu diadema Quem rege meu Orí, governa minha fé Nos idilês, a ancestralidade O Alákétu no Egbé da Mocidade Oxóssi é caçador de uma flecha só Herdeiro de Iemanjá, irmão de Ogum Aquele que na cobra dá um nó Aquele apaixonado por Oxum Oxóssi é caçador de uma flecha só Herdeiro de Iemanjá, irmão de Exu Aquele que na cobra dá um nó Aquele apaixonado por Oxum Ibualama o mar atravessou No Gantois virou São Jorge, guardião Um rio inteiro em Teu nome, meu Senhor Quem é de Oxóssi é de São Sebastião Quem é de Oxóssi é de São Sebastião Oh, juremê, oh, juremá Caboclo lá da jurema é cacique nesse congá Oh, juremê, oh, juremá Mandiga de Tia Chica fez a caixa guerrear Inverteu meu tambor De Dudu e de Coé Foi Quirino, foi Miquimba De Jorjão o agueré Fez do aguidavi Baqueta da nossa gente Pra evocar nesse terreiro toda alma Independente Arerê Arerê, Komorodé Komorodé, Arolé Komorodé Arerê Arerê, Komorodé Todo Ogã da Mocidade é cria de Mestre André Arerê Arerê, Komorodé Komorodé, Arolé Komorodé Arerê Arerê, Komorodé Todo Ogã da Mocidade é cria de Mestre André Okê arô, ofá da mira certeira Salve a Mocidade, ó guias da natureza!
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