Créditos: REUTERS/Benoit Tessier

Mercado de futebol movimentou R$ 297 bilhões em 10 anos. Brasil foi o maior exportador de jogadores do mundo.

Cerca de 15.128 brasileiros fizeram parte de transferências nesse período.
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O mercado de transferências de jogadores de futebol movimentou US$ 48,5 bilhões (R$ 297 bilhões) entre 2011 e 2020, de acordo com relatório da Fifa publicado nesta segunda-feira (30). Segundo os dados analisados no período entre os anos, o mercado de transferências experimentou um crescimento constante até 2019, antes do início da pandemia de covid-19, que interrompeu o ciclo.

Os dados vêm do sistema TMS (Transfer Matching System), que foi lançado em 2010. Dos US$ 2,85 bilhões do primeiro ano (2011), o montante chegou a US$ 7,35 bilhões em 2019, com uma redução de 23% em 2020.

O relatório indica que os 30 clubes que mais realizaram transferências (compra e venda) são todos europeus. Entre eles, 12 são da Inglaterra, cinco da Espanha, outros cinco da Itália, três da Alemanha, dois da França, dois de Portugal e um da Rússia. Os gastos com transferências desses 30 clubes representam 47% do total mundial no período analisado.

O clube que mais investiu na aquisição de jogadores na década estudada é o Manchester City (o relatório não apresenta os valores movimentados), seguido pelo Chelsea, Barcelona e Paris Saint-Germain. A maior contratação do período foi a de Neymar, comprado pelo PSG por 222 milhões de euros, em 2017.

Fora da Europa, há clubes dominantes em cada continente. O Flamengo é a equipe que mais gastou no período na América do Sul – seguido por Atlético-MG e Boca Juniors. Na Ásia, a liderança é do Guangzhou Evergrande, da China; e na África, do Pyramids, do Egito. O mexicano Tigres é o líder deste ranking na América do Norte.

Ainda assim, o Rubro-Negro aparece como o 21º clube com balanço mais positivo entre vendas e compras, com 87 negociações de saída e 54 contratações, ficando atrás de outros brasileiros como São Paulo (7º) e Santos (20º). Os líderes desta lista são os portugueses Sporting, Benfica e Porto.

Em relação à origem dos jogadores, o Brasil continua sendo o país que fornece o maior número de jogadores para o mundo, com 15.128 transferências no período, à frente da Argentina (7.444), do Reino Unido (5.523) e da França (5.207). Em valor total, são também os brasileiros que mais movimentam dinheiro, pouco mais de US$ 7 bilhões de dólares.

A Premier League inglesa é o campeonato que mais gastou, com US$ 12,4 bilhões em compras no período analisado de 10 anos. Logo depois vem a La Liga, da Espanha, com US$ 6,7 bilhões, e a Série A italiana, com US$ 5,6 bilhões.

A Fifa demonstra no relatório uma preocupação com a redução no pagamento aos clubes formadores de jogadores após uma transferência. Em 2019, esse valor era de US$ 63,4 milhões, caindo 40% em 2020, ficando US$ 38,5 milhões em 2020.

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