MCTI inicia no RJ testes clínicos com vacina BCG no combate à Covid-19

Ministro também realiza a inauguração do laboratório de campanha da UFRJ, voltado para a ampliação da capacidade de exames diagnósticos
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Têm início nesta segunda-feira (5) os ensaios clínicos com a vacina BCG para a prevenção contra a Covid-19. Serão vacinados 1.000 profissionais da saúde, que terão acompanhamento para a coleta de dados da pesquisa. A iniciativa é da RedeVírus MCTI do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), com investimentos de R$ 1 milhão em recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) para a pesquisa, disponibilizados por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), vinculada ao MCTI. Para a ocasião do início dos testes, o ministro do MCTI, Marcos Pontes, estará no Rio de Janeiro acompanhando os procedimentos nos hospitais da UFRJ e UERJ e, (posteriormente), atendendo a imprensa.

A BCG é uma vacina aplicada logo no nascimento para prevenir formas graves de tuberculose em crianças. A investigação sobre a eficácia da BCG no combate ao coronavírus partiu de uma hipótese baseada em dados que mostram que países que mantém o uso da vacina apresentaram menor incidência de Covid-19 em comparação com países que suspenderam o uso da BCG universal como por exemplo os EUA, a Espanha e a Itália. Desde então, com o apoio da RedeVírus MCTI, foram adquiridos insumos para a execução das rotinas clínicas e laboratoriais, e de equipamento de informática para registro e análise de dados, além da composição e capacitação da equipe para a execução dos estudos.

Participam da ação o Hospital Pedro Ernesto da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), o Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e o Hospital Municipal de Barueri Dr. Francisco Moran (SP).

A coordenadora da pesquisa, professora de Tisiologia e Pneumologia do Instituto de Doenças do Tórax da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Fernanda Mello explica que os estudos buscam responder se a vacina ajuda, tanto na prevenção da infecção, quanto na ocorrência de formas graves de Covid-19.

Fernanda destaca ainda, a importância do estudo junto aos profissionais de saúde. “Ao avaliarmos o efeito da vacina BCG entre profissionais de saúde, esperamos verificar seu potencial para evitar o adoecimento e as formas graves da doença entre eles, que representam o braço operacional da linha de cuidado aos pacientes Covid-19. A manutenção desta força de trabalho é fundamental para que seja garantido o melhor cuidado aos portadores do coronavírus”.

A comitiva do ministro Pontes, que inclui o secretário de Pesquisa e Formação Científica, Marcelo Morales e a secretária de Articulação e Promoção da Ciência do MCTI, Christiane Corrêa, será recepcionada pela reitora da UFRJ, Denise Pires de Carvalho e pela secretária de Saúde do Estado do Rio de Janeiro, Maria Isabel de Castro.

Laboratórios de campanha

O ministro também irá inaugurar as instalações do laboratório de campanha para testes diagnósticos no campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Essa é mais uma iniciativa da RedeVírus MCTI com o objetivo de ampliar a capacidade de realizar testes diagnósticos da Covid-19.

De acordo com o coordenador do laboratório de campanha da UFRJ, Amílcar Tanuri, a estrutura do laboratório, que foi totalmente reformado com capacidade NB-2 de biossegurança, tem a capacidade de realizar 300 testes moleculares, do tipo PCR, por dia. Embora seja focado em testes moleculares, o laboratório também pode realizar exames sorológicos e antigênicos.

O coordenador também destaca outros fatores importantes da iniciativa. “É interessante nesta concepção de laboratório ligado à universidade que os testes se tornam parte da pesquisa, ” afirma. “Não são meros testes como são feitos em laboratórios privados, que o paciente só recebe o resultado”.

Segundo ele, a estrutura moderna está dando apoio à cidade e ao Estado do RJ, especialmente à comunidade da UFRJ, que soma mais de 70 mil pessoas entre professores, alunos e colaboradores. A expectativa é dar mais segurança na retomada das atividades na universidade. “Já estamos atuando na retomada de cursos que não podem ser on-line, como residência médica e internatos de odontologia, por exemplo”.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações – MCTI

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