O Hospital Alcides Carneiro (HAC) já está cadastrado e habilitado pelo Ministério da Saúde para a implantação do projeto Rede Cegonha, para construção da Casa da Gestante, Bebê e Puérpera (CGBP). O projeto vai oferecer estrutura complementar à maternidade do hospital, que também passará por ampliação das instalações. Com recursos previstos no valor de R$ 750 mil, a nova estrutura comportará até 20 pacientes. No local serão oferecidos cuidados para gestantes, recém-nascidos e puérpera, em situação de vulnerabilidade. A ação completa a reforma e ampliação do HAC que conta com R$ 13 milhões, parceria com a Faculdade de Medicina/Fase.

“A Rede Cegonha será mais um benefício para a maternidade do Hospital Alcides Carneiro. No local, as mães que precisarem de acompanhamento, receberão todo atendimento preparatório para parto e após o nascimento do bebê. O novo ambiente vai oferecer mais conforto às pacientes e aos familiares que estiverem acompanhando, neste momento tão especial para as famílias”, destaca o prefeito Bernardo Rossi. A implantação do projeto passará por processo licitatório para a execução da construção.

O Rede Cegonha, funcionará como uma casa de acolhimento para as gestantes que apresentarem instabilidade no quadro clínico nos últimos dias de gestação. É um regime de atenção intermediária entre domicílio e o estabelecimento hospitalar de referência.

“Aqui as gestantes poderão receber todo o acompanhamento necessário nos dias que antecederem o parto. É muito comum a paciente precisar de acompanhamento diário e ter que ficar internada, mas nem sempre o quadro justifica a ocupação de um leito da emergência ou maternidade. Nesta casa de acolhimento, a gestante vai receber todos os cuidados necessários, estando em local de maior conforto, podendo ser acompanhada pelo familiar de sua escolha”, explica a secretária de Saúde, Fabíola Heck.

A Rede Cegonha atenderá gestantes que apresentarem alteração no quadro de saúde que possa oferecer risco para a mãe e para o bebê nos últimos dias da gestação. Serão indicadas para permanecer na casa de acolhimento, as pacientes que apresentarem diagnóstico de hipertensão, diabetes ou que necessitem de monitoramento para o bebê antes do nascimento. “Em situações como essa, as mães necessitam de acompanhamento para cuidados intensivos e com a Rede Cegonha, vamos oferecer todo suporte e atendimento, em ambiente confortável para as mães”, reforça secretária.

A casa de acolhimento da Rede Cegonha terá capacidade para atender até 20 gestantes com acompanhantes, onde poderão ficar instaladas até o momento do parto. A estrutura que será construída pelo HAC, facilitará a transferência das gestantes para o centro cirúrgico da maternidade, que também passará por reformas. De acordo com o diretor presidente do HAC, Felipe Furtuna, a construção da Rede Cegonha será um complemento para toda a estrutura da maternidade. “A Rede Cegonha será mais um ganho para o atendimento completo às mães”, destaca Felipe.

A primeira fase da reforma da maternidade do HAC teve início em setembro. O projeto contempla a ampliação da emergência, ampliação da unidade pós-cirúrgica, casa de partos e reforma de vários setores. A obra está sendo feita por meio de um convênio da prefeitura com a Faculdade Arthur Sá Earp (FMP/Fase), que mantém programas de residência médica no Hospital de Ensino Alcides Carneiro.

O projeto inclui aquisição de gerador; ampliação da central de esterilização de materiais, Casa de Partos, reforma das enfermarias de clínica cirúrgica feminina e clínicas médicas feminina e masculina, reforma dos corredores, reforma da enfermaria de ginecologia, obra para ampliação da Unidade Pós Cirúrgica e de ampliação da urgência. O investimento ainda permitirá adaptação para criação de um novo hemocentro, conclusão da obra do telhado da UTI neonatal, instalação de elevador, reforma de telhados da farmácia e arquivo geral, reforma na cozinha, novo circuito de ar e máquina com filtros no centro cirúrgico, Sistema de Gestão Hospitalar e Sistema de Gestão de documentos.