Foto: Reprodução

Maskne: Uso da máscara pode causar acnes

O uso de máscaras é essencial para combater a expansão do coronavírus. Escolha correta do tecido e uso de produtos podem evitar e trata erupções no rosto

Todos nós sabemos que as mudanças de hábitos e alimentação, resultantes de momentos de crise, podem causar inflamações faciais, mas há uma nova prática inserida em nosso cotidiano que está provocando alterações na pele: o uso da máscara de proteção.

O aparecimento excessivo de acnes é comum na puberdade, mas durante a pandemia essas lesões faciais têm incomodado muitos brasileiros em idade adulta e já ganhou um nome na dermatologia: Maskne, uma junção das palavras “máscara” e “acne”. Essa e outras inflamações são resultantes do atrito do tecido com a pele e da alta produção de sebo e sudorese, causada pelo abafamento da região. Com o verão chegando, a tendência é que o problema aumente ainda mais com o calor.

O papel do dermatologista se destacou com essa nova origem das acnes durante a pandemia, uma vez que a máscara é essencial para se prevenir do Covid-19 e seu uso não deve ser anulado para fins estéticos.

Segundo a médica dermatologista Fátima Tubini, a escolha do tecido do item agora obrigatório pode amenizar alguns sinais de Maskne. “O material utilizado na máscara interfere, então dê preferência ao algodão, um tecido macio e que tem baixa probabilidade de causar irritação. Outro fator que contribui para o não desenvolvimento da Maskne é a troca de máscaras durante o dia, principalmente para aqueles que a utilizam em longos períodos. O ideal é fazer a troca a cada quatro horas ou quando sentir a máscara molhada.”, explica especialista.

Além disso, algumas mudanças na rotina de cuidado podem beneficiar a pele, como higienização diária com sabonete próprio para o rosto, esfoliação duas vezes por semana e o uso de produtos leves. “Procure evitar o uso de maquiagem, pois ela piora o efeito oclusivo da máscara. Durante esse período, opte por produtos com cosmética mais leve, rica em água e textura oil free, isso também vale para o protetor solar”, reforça Fátima Tubini.

Se a acne persistir ou se a situação piorar, mesmo mantendo os cuidados que ajudam a prevenir e minimizar as lesões faciais, não deixe de consultar seu médico. “Talvez seja necessário um tratamento dermatológico, com ajustes na rotina de pele. Luz intensa pulsada, limpeza de pele e tratamentos à laser, também podem ajudar a solucionar, mas devem ser recomendados por um especialista”, finaliza Fátima.

Sobre Fátima Tubini

Referência em cuidados e tratamentos dermatológicos, a Dra. Fátima Tubini atua na área da dermatologista há quase 20 anos. Com ampla experiência, a especialista é graduada em Ciências Médicas e possui o título de Especialista em Dermatologia concedido pela AMB e Sociedade Brasileira de Dermatologia. Em sua trajetória, trabalhou com o público infantil na área de pediatria. Atualmente, a profissional proporciona através de procedimentos dermatológicos e estéticos benefícios para a saúde e bem-estar dos seus pacientes.

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