Após ter o carro atingido por tiros na manhã deste domingo (13), a deputada estadual Martha Rocha, ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, disse que foi alvo de ameaça de morte em novembro do ano passado. Ela chegou a comprar um carro blindado, justamente o que usava neste domingo, durante o ataque, para se sentir mais protegida. “Eu recebi uma notícia do disque-denúncia, precisamente três denúncias, de uma ameaça dirigida a mim, uma informação de que um segmento da milícia planejava atingir algumas autoridades. E o meu nome vinha especificado nesse disque-denúncia”, afirmou a deputada, em entrevista coletiva no início da tarde deste domingo, na Delegacia de Homicídios, na Barra da Tijuca.

O secretário de Polícia Civil do Rio, Marcus Vinicius Braga, disse que ainda é “prematuro” dar qualquer prognóstico sobre o motivo do ataque. Ele disse que nenhuma hipótese será descartada, mas que tentativa de assalto e tentativa de homicídio são as principais linhas de investigação.

Mais cedo, o governador do Rio, Wilson Witzel, disse em nota que este tipo de crime praticado por bandidos deve ser esclarecido e punido exemplarmente.

A deputada estadual criticou a postura da Polícia civil ao obter resposta sobre sua solicitação junto ao ex-interventor federal general Walter Braga Netto para tratar de sua segurança. Ela disse que declinou da oferta de escolta oferecida à deputada por um mês e pediu pela investigação.


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