A subprocuradoria-geral da Justiça de Assuntos Criminais e de Direitos Humanos (SUBCDH), órgão ligado ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), em conjunto com a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ), iniciaram na manhã desta sexta-feira (11/1) a Operação Sala Vip, que tem como objetivo o cumprimento mandados de busca e apreensão em 12 endereços, dentre eles de vereadores de Petrópolis, além da Camara Municipal.

Foram denunciados o ex-vereador Marcos Luiz Bernardes Souza, o Marcos Montanha; os vereadores Paulo Igor da Silva Carelli, o Paulo Igor; Ronaldo Luiz de Azevedo Carvalho, o Ronaldão; Luiz Antônio Pereira Aguiar, o Luizinho Sorriso; Reinaldo Meirelles da Sá, conhecido como Meirelles; e Wanderley Braga Taboada, o Wanderley Taboada.

A investigação apurou que valores resultantes de corrupção eram decorrentes de verbas municipais desviadas de pagamentos de empresas contratadas pela Câmara Municipal.

Esta operação é uma extensão da operação Caminho do Ouro, um apêndice da Lava jato, teve as primeiras prisões e apreensões em abril de 2018 quando o empresário Wilson da Costa Ritto Filho foi preso acusado de financiar, por meio de doações, mais de 90% das campanhas eleitorais do vereador Luiz Eduardo da Silva, o Dudu (PEN).

Batizada de Sala VIP em alusão ao local na Câmara onde era feita a distribuição da propina pelo então vereador presidente Paulo Igor, a operação é um desdobramento da Operação Caminho do Ouro, deflagrada em abril do ano passado e que resultou na prisão de Paulo Igor e do vereador Luiz Eduardo Francisco da Silva, além da apreensão de aproximadamente R$ 155 mil na casa de Paulo Igor. Naquela ocasião, as cédulas estavam divididas em 15 maços de dinheiro – cinco deles contendo papéis com as inscrições de apelidos e iniciais dos nomes de vereadores agora denunciados.