A Polícia Civil investiga o caso de racismo envolvendo estudantes da Pontifícia Universidade Católica (PUC-RJ) em competição esportiva entre estudantes de universidades, em Vassouras, no Sul do Estado. Vale lembrar que em junho deste ano, durante Jogos Jurídicos, sediados em Petrópolis, Região Serrana, os estudantes da PUC já estiveram envolvidos em casos semelhantes.

De acordo com depoimentos, uma atleta da equipe de handebol feminino dos cursos de Administração e Economia da Pontifícia, agrediu verbalmente uma jogadora rival da Universidade Federal Fluminense (UFF), durante partida válida pela Supercopa Universitária. Segundo a vítima, colegas que estavam no local teriam ouvido a suspeita dizer: “Vai tomar no…, sua preta”.

Ainda segundo o relato, o juiz parou o jogo para alertar sobre a ofensa de cunho racial da jogadora do time da Atlética ADM/ECO PUC, para a organização da Supercopa. Logo após, a equipe de arbitragem se reuniu e decidiu expulsar a jogadora da partida.

O jogo aconteceu na sexta-feira (16) e, na mesma noite, a organização do evento e os representantes das equipes se reuniram e decidiram eliminar a equipe de handebol feminino da PUC da disputa esportiva.

A presidente da Atlética de Economia da UFF desde 2016, Fernanda Daccache, que esteve com a estudante na delegacia, lamentou o ocorrido.

  • Foi a primeira vez que ela viajou com a Atlética, competindo. É muito triste toda essa situação – disse.

A estudante que sofreu o ataque mas não quis se identificar confirmou as ofensas e contou que se sentiu constrangida.

  • Me senti muito mal, não fiz nada para ela. Mesmo que tivesse feito, não justifica. É horrível pensar que ainda existem pessoas assim. Principalmente, a presidente de uma Atlética local que deveria agregar pessoas – acrescentou a atleta.

Em uma publicação em sua rede social, a Atlética de Economia PUC-Rio negou as acusações e afirmou que “analisado o teor da súmula, afirma-se que definitivamente não condiz com o que ocorreu”. Já a organização do evento confirma o ocorrido.

Para os responsáveis pela parte esportiva do evento, o mais importante não é a punição, e sim trabalhar preventivamente dentro das universidades para que casos assim não voltem a acontecer.