O Centro de Referência em Educação Inclusiva (CREI) recebeu nesta quarta-feira (11) mais de 80 pessoas entre alunos, pacientes especiais do SOC, familiares e convidados na Festa Junina. O evento contou com brincadeiras, comidas típicas, quadrilha, além das apresentações musicais dos alunos.

O CREI atende 264 alunos da rede municipal oferecendo mais de 15 oficinas em contra turno da rotina escolar. A unidade disponibiliza o atendimento educacional especializado, para crianças com deficiência intelectual, física, sensorial ou com transtorno global de desenvolvimento e atividades complementares para crianças com transtorno de aprendizagem e comportamento.

“A festa junina é o momento de integração entre os alunos, onde eles fazem as atividades, como as apresentações com a participação dos familiares. Ficamos muito felizes em ver a festa cheia e nossos alunos tão satisfeitos”, contou a diretora do CREI Cláudia Mussel.

O filho de 4 anos da educadora Debora Aparecida Guimarães, foi diagnosticado com autismo e frequenta o CREI há 3 anos. Segundo a educadora, ele foi encaminhado pelos profissionais do Centro de Educação Infantil (CEI), onde o filho estuda, para a unidade.

“O avanço dele é notável. Ele não andava até os 3 anos. Agora ele já tem equilíbrio e anda. Sem falar no desenvolvimento social dele que melhorou muito. Ele já participou das atividades de psicomotricidade, musicalização e arte terapia. O trabalho aqui é fantástico, não só para o aluno, mas toda equipe acolhe também a família”, contou a mãe emocionada.

São quase 30 profissionais envolvidos que atendem de forma individual os alunos. São oferecidas aulas de capoeira, música, artes, coral, gastronomia, teatro, estimulação tátil, psicomotricidade, estimulação precoce, técnicas de baixa visão, orientação de mobilidade, informática acessível, psicopedagogia e braile. “O principal objetivo do CREI é desenvolver a autonomia do aluno. Desenvolver ele para a vida, para que ele saiba executar as atividades fundamentais como escovar os dentes, comer, tomar banho, pegar um ônibus”, contou a orientadora Renata Guedon.