O número de entrada de vítimas de acidentes de trânsito no mês de maio é 29,46% inferior ao mesmo período do ano passado. Enquanto em 2017, 112 pessoas deram entrada no hospital referência em trauma de Petrópolis, o Santa Teresa, em 2018 esse número caiu para 79. O número de registro é menor, também, que em 2016, quando foram registradas 160 entradas na unidade de saúde, ou seja, uma redução de 51,9% em dois anos referentes a atropelamentos, acidentes com carro e motocicleta. No acumulado do ano, a redução foi de 17,5% de janeiro a maio: um decréscimo de 457 para 377. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (07.06) pelo Hospital Santa Teresa.

Embora haja registro de redução no número de vítimas no período, a Companhia Petropolitana de Trânsito e Transportes (CPTrans) vai intensificar às ações em torno da prevenção. A intenção é tornar a população cada vez mais consciente de que, no trânsito, todos são responsáveis por todos. Ao longo de maio, por exemplo, a companhia tomou para si as ações do Maio Amarelo pelo segundo ano consecutivo realizando palestras, simulações de socorro, exposição de veículos acidentados, entre outras atividades para chocar a população e trazer à tona a urgente necessidade da mudança de comportamento no trânsito.

O diretor-presidente da CPTrans, Jairo Cunha, destaca que embora a meta de redução no número de acidentes proposta pela companhia ainda está longe de ser alcançada, cada vítima a menos é considerada uma vitória. “Não são apenas estatísticas, são pais, mães, crianças. São 33 pessoas que deixaram de ser vítimas em maio e 80 nos primeiros cinco meses do ano. Isso nos motiva a continuar trabalhando e buscando forma de preservar vidas, mas isso só é possível quando todos estão motivados a trabalhar em conjunto”, explica.

O número de acidentes, de acordo com o Corpo de Bombeiros, também teve redução em maio: em 2017 foram 58 casos atendidos pelos militares e, este ano, 53 – a maioria, 54,71% deles, envolvendo motocicletas.

Redução de vítimas fatais em cena caiu em um ano

Em um ano caiu o número de vítimas fatais em cena. Dados do anuário estatístico de acidentes de trânsito do ano 2016 aponta que foram 18 óbitos e uma prévia do documento de 2017 aponta que foram 17 mortes em locais sob jurisdição municipal, sendo outras quatro na BR-040, uma na Estrada Silveira da Motta e uma na RJ-117. Pela primeira vez, a companhia buscou o número de mortes pós-cena, ou seja, aquelas pessoas que sofreram um acidente e não morreram no local do sinistro. Para isso, foram cruzados dados dos Bombeiros, Polícias, SAMU e unidades de saúde da cidade, garantindo que um mesmo nome não fosse registrado duas vezes. Os dados levantados apontam que, nessas condições, foram 20 óbitos registrados, totalizando 43 mortes