Uma mulher, de 32 anos, que pediu para não ser identificada, grávida de nove meses, deu entrada no Hospital Alcides Carneiro no dia 30/08 (quinta-feira) para realizar o parto cesariana, conforme encaminhamento do seu médico. Durante o pré-natal ele já havia lhe alertado sobre a necessidade do parto cesariana.

De acordo com a paciente, a médica plantonista se negou a realizar o procedimento indicado por seu médico, pedindo para que ela retornasse para casa e somente voltasse ao hospital quando sentisse as contrações, para realizar um parto normal. Ainda de acordo com a paciente, a médica disse, após o questionamento sobre o encaminhamento do médico, que não faria a cesariana e que a “última palavra seria dela”.

A mulher retornou ao Alcides Carneiro nesta segunda-feira (3), aproximadamente as 7h da manhã, sendo prontamente atendida, mas infelizmente foi constatado o falecimento da criança. Ela passou a noite no hospital, somando mais de 27 horas de espera, sendo operada em torno das 10h da manhã desta terça-feira (4). Ela passa bem, apesar da perda, e continuará em observação por pelo menos 48h antes de obter alta médica.

Para finalizar o sofrimento, uma das médicas que fez o parto mostrou o bebê morto para o marido dizendo “para ele ser forte, que Deus sabe o que faz”.

O esposo da paciente esteve ainda no Instituto Médico Legal (IML) para tratar questões de necrópsia e, quando estava saindo, disse ter ouvido de um dos agentes: “mais um caso de negligência nesse lugar”.

A Secretaria de Saúde, em nota, informou que a paciente deu entrada no dia 30/08 e foi prontamente atendida. Disse ter sido examinada, sendo informada de que não havia indicações de parto. Ao retornar no dia 03/09 o bebê já estaria sem vida.

A paciente deu entrada na quinta-feira (30.08) no Hospital Alcides Carneiro (HAC), onde foi atendida e examinada, sendo avaliado, pela equipe médica de plantão, não haver indicações para parto. Ela voltou a dar entrada, na segunda-feira (03.09), e os médicos constataram, durante os exames, que o bebê já estava sem vida“, diz a nota.

O caso está sendo apurado com rigor pela Direção Técnica do Hospital Alcides Carneiro (HAC). A medida é adotada em todos os casos em que são constatadas mortes de bebês“, complementa a Secretaria de Saúde do Município.