A Justiça decretou a prisão preventiva de Paloma Vasconcelos e do seu namorado, Gabriel Molter, acusados de assassinarem Dircilene Botelho, de 51 anos. O crime aconteceu no dia 02 de outubro, em Petrópolis, Região Serrana do Estado do Rio e a decisão contra o casal foi decretada na última quarta-feira, 07 de novembro.

Paloma disse em depoimento que começou a planejar a morte da própria mãe depois de ser obrigada a abortar um bebê em 2017 e que também queria se beneficiar financeiramente junto com o namorado, no exterior.

De acordo com a Polícia Civil, Dircilene morreu asfixiada depois de ter sido torturada durante 40 minutos pelo casal. Os denunciados vão responder por homicídio duplamente qualificado e Gabriel também por feminicídio. Câmeras instaladas pela vítima e o marido dela em um dos quartos da casa mostraram toda a movimentação no dia do crime, o que possibilitou os investigadores juntar todos os fatores antes mesmo do esperado.

Paloma e o namorado estavam presos temporariamente, com prazo de 30 dias. Na decisão do Tribunal de Justiça, o juiz Luiz Cláudio Rocha Rodrigues alegou que os suspeitos podem ameaçar a ordem pública “tendo em vista a dinâmica vivenciada no caso concreto”.

Entenda como o caso foi parar na Polícia

A morte da comerciante Dircelene foi parar na Polícia depois que o viúvo e padrasto da jovem entregou imagens de uma câmera instalada no quarto do casal. Ele e Dircelene desconfiavam que a menina poderia estar furtando dinheiro que ficava guardado no cômodo.

Segundo o delegado responsável pela ocorrência, Claudio Batista, o vídeo mostra uma movimentação do casal dentro do quarto, mas não exatamente a ação do crime, já que o equipamento estava direcionado para o armário.

Nas imagens é possível observar Paloma e Gabriel manuseando ferramentas que podem ter sido utilizadas na ação. O laudo da exumação do corpo aponta que Dircelene morreu por asfixia mecânica por sufocação direta. Os suspeitos prestaram depoimento no dia 6 de outubro e confessaram o crime.

Ainda de acordo com Claudio Batista, uma carta escrita pela filha da vítima “anuncia um sofrimento por achar que não tinha um tratamento que gostaria de ter por parte da mãe”.

Por: Gabriel Malheiros