Juçara Marçal faz da cidade estrela no clipe “Sem Cais”

Artista divide a tela com Negro Leo, autor da canção, em vídeo de Aline Belfort.
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Um dos nomes de destaque da cena musical paulistana, a cantora e compositora Juçara Marçal lança “Sem Cais”, novo clipe do aclamado álbum  “Delta Estácio Blues”. Estrelado pela artista, por Negro Leo (autor da canção) e por uma cidade desolada e solitária, o vídeo é digirido, fotografado e montado por Aline Belfort, que fez a foto presente na capa do disco. Vencedor do Prêmio APCA e de dois Prêmio Multishow, “Delta Estácio Blues” é uma realização Natura Musical / QTV Selo / Mais um Discos / Goma Gringa.

Assista ao clipe “Sem Cais”: https://youtu.be/t9DtgKZyJ6M

Ouça “Delta Estácio Blues”: https://onerpm.link/DeltaEstacioBlues

“Esse clipe utilizou dois filmes, um preto e branco super antigo usado no cinema soviético junto de um Kodak colorido. O clipe passeia pelas imagens dos dois vídeos e utiliza a cidade vazia para mostrar essas duas figuras – eu e o Leo – em uma cidade que parece meio devastada, perdida no tempo”, conta Juçara.

“A ideia principal é sobre como a nossa realidade pode ser distópica. Como criar um filme distópico, sem criar nada, apenas usando São Paulo como cenário, cidade deserta, personagem com vida própria dentro desse caos-passagem de Juçara Marçal e Negro Leo por essa terra arrasada”, completa a diretora cearense Aline Belfort, que já teve seu trabalho exibido em alguns dos principais festivais de cinema do mundo.

Cantora do Metá Metá, Juçara Marçal integrou os grupos Vésper Vocal, A Barca e Ilu Obá De Min. Em 2014 lançou seu primeiro disco solo, “Encarnado”. O álbum foi um sucesso de público e crítica e venceu o Prêmio APCA, Governador do Estado e Multishow, entre outros. No ano seguinte, Juçara lançou “Anganga” ao lado do músico e experimentador carioca Cadu Tenório.

Em 2017, inspirada no livro “O mito de Sísifo” de Albert Camus, ela lançou “Sambas do Absurdo” com Rodrigo Campos e Gui Amabis.  Desde 2018, Juçara realiza, ao lado de Kiko Dinucci e Thaís Nicodemo, o show “Brigitte Fontaine”, em que canta em francês repertório da artista. Em fevereiro de 2019, Marçal estreou como atriz na peça “Gota d’água {Preta}”, montagem do clássico de Chico Buarque e Paulo Pontes, com elenco majoritariamente negro. Ela adicionou uma nova página nessa carreira de êxitos com “Delta Estácio Blues”.

No álbum, Juçara Marçal traz parcerias de composição com Tulipa Ruiz, Siba, Rodrigo Campos, Maria Beraldo e Douglas Germano, além de participação de Catatau na faixa que assinam juntos. Ogi compôs o single “Crash”. O disco ainda conta com uma releitura de “La femme à barbe”, de Brigitte Fontaine e Jacques Higelin. A ideia do trabalho é abordar a música eletrônica fora dos clichês e gêneros já conhecidos, propondo novos cenários, investigações rítmicas e buscando um diálogo com o pop, sem deixar de lado a inquietude e a ligação estreita com a música brasileira. Presentes nas canções, temas que revelam posicionamentos da artista enquanto mulher negra no Brasil de hoje. Racismo, negritude, feminino, ancestralidade surgem em versos contundentes, sem nunca perderem de vista a poesia. 

Assista ao clipe “Crash”: https://youtu.be/zhgmtLuEJq0 

O projeto contou com o patrocínio do Natura Musical, garantindo a finalização, gravação e lançamento do disco, que pode ser ouvido nas plataformas de streaming e baixado através do site da cantora (http://jucaramarcal.com.br). O lançamento é do selo carioca QTV, responsável por trabalhos de Negro Leo, Tantão e os Fita e MBÉ e do histórico disco de estreia do Índio da Cuíca.

Juçara Marçal foi selecionada através do Edital Natura Musical 2020, ao lado de nomes como Linn da Quebrada, Bia Ferreira, Kunumi MC, Rico Dalasam. Ao longo de 16 anos, Natura Musical já ofereceu recursos para mais de 140 projetos no âmbito nacional, como Lia de Itamaracá, Mariana Aydar, Jards Macalé e Elza Soares.

“A música propõe debates pertinentes, que impactam positivamente na construção de um mundo melhor. Acreditamos que os projetos selecionados pelo edital Natura Musical podem contribuir para a construção de um futuro mais bonito, cada vez mais plural, inclusivo e sustentável”, afirma Fernanda Paiva, Head of Global Cultural Branding. 

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