Jovens longe da sala de aula geram gastos para o país

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O Brasil conta com mais de 11 milhões de indivíduos com idade entre 15 e 29 anos fora da escola, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2017. Embora bastante grave, o impacto disso não para por aí. Segundo o economista-chefe do Instituto Ayrton Senna, Ricardo Paes, a evasão escolar na adolescência faz o país ter uma perda de R$ 151 bilhões por ano.

Uma das maneiras de reverter as estatísticas é investir na trajetória acadêmica desse grupo e o estágio pode ser uma peça indispensável para mudar o cenário. Até porque a prática se mostra uma excelente patrocinadora de carreiras. Entretanto, a porcentagem de estagiários ainda é baixa quando comparada com a de quem está apto a realizar a atividade. Afinal, são mais de 17 milhões de universitários e secundaristas e, desses, apenas 1 milhão estagiam. Portanto, entender os benefícios desse estilo de contratação é essencial.

A proposta foi elaborada exatamente para incentivar os estudos: segundo a lei 11.788, para estagiar, é preciso estar regularmente matriculado em uma instituição de ensino médio, técnico, superior ou nos dois anos finais do EJA (Ensino de Jovens e Adultos). Desse modo, com o pagamento da bolsa-auxílio, na modalidade não-obrigatória, é possível manter o jovem em sala de aula por mais tempo. Os ganhos são econômicos e sociais.

Além disso, as vantagens não são focadas apenas para o contratado: quem investe nos mais novos também tem grandes resultados. De acordo com o mesmo dispositivo legal, a empresa com as portas abertas a estagiários é isenta das normas aplicadas a funcionários CLT. Assim, FGTS, 13º salário e verbas rescisórias não são obrigatórias para os estudantes. Isso é feito justamente para encorajar os empreendimentos a oferecerem espaço para os menos experientes.

É válido ponderar: aqueles com pouca ou nenhuma vivência podem acrescentar – e muito – no cotidiano organizacional, pois eles têm bastante energia, estão aptos a aprender e podem ser direcionados a uma posição de sucesso com maior facilidade. Por isso, não deixe de acreditar no estágio. Isso será de grande lucro para seu negócio e para todos os brasileiros!

Seme Arone Junior é presidente da Abres – Associação Brasileira de Estágios

Sobre a Abres

A Associação Brasileira de Estágios é a maior entidade de representação de agentes de integração do país, ou seja, empresas responsáveis pela seleção e gerenciamento de vagas de estágio. A instituição tem como objetivo promover e divulgar a modalidade junto às comunidades do Brasil, estimulando a formação profissional de jovens talentos. Também executa ações para fortalecer os agentes de integração e a inserção de estudantes no mercado de trabalho.

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