Jovem petropolitana cria o “Aloha” para ajudar pessoas necessitadas

Petrópolis é mais uma das cidades brasileiras que têm pessoas lutando diariamente para ter o mais básico para a sobrevivência.

Em tempos sombrios, um olhar positivo de quem quer apenas o bem do próximo, sem nada em troca, é fundamental. Apesar de não ser tão comentado, Petrópolis é mais uma das cidades brasileiras que têm pessoas lutando diariamente para ter o mais básico para a sobrevivência. Pensando nisso, a jovem Beatrice Nuñez, criou o “Aloha, que visa arrecadar alimentos para pessoas que passam necessidade no nosso município.

Tudo surgiu quando Beatrice, que trabalha no ramo de restaurantes, começou a observar que as buscas por emprego e até por comida, haviam aumentado extremamente. Nisso, pensou em uma forma de poder ajudar estas pessoas. “Certas coisas já vem com a gente: empatia, solidariedade e olhar mais humano. A minha vontade de querer ajudar está voltada a minha trajetória de vida. Sempre ajudei instituições. Em aniversários, amigos levavam alimento e eu ajudava quem precisava”, afirmou a criadora do Aloha.

“Conversei com meus amigos que eu sabia que topariam embarcar nessa comigo. Comecei com apenas uma arte no Instagram, que pedi a um amigo para fazer, divulgando que estava aceitando doações para pessoas que necessitavam. Quando percebi que poderia fazer mais, pensei bastante e decidi dar um passo à frente”.

O Aloha, hoje, busca pessoas que estão necessitando de ajuda, seja qual de qual tipo for. “Antes de ajudarmos, ou fazermos doações, procuramos sempre saber se a pessoa realmente está precisando daquilo, se é verdade, para garantirmos que o que temos chegue as mãos das pessoas certas. Mais do que um projeto, somos a geração Aloha”, disse Beatrice.

Quando criado, o Aloha não surgiu como um projeto normal, e sim, como um que levanta bandeira, faz ações sociais, incentiva autônomos, entre outras coisas. O nome “Aloha” parece diferente, mas tem um significado especial. Aloha significa atitude de espalhar boas energias, demonstração de afeto, misericórdia e compaixão. O projeto busca resiliência, um processo de evolução. A cor que o representa é o amarelo, que é a cor do Sol, e significa renascimento, 365 dias para renascer.

“Nunca estive tão feliz em toda a minha vida. Fico imaginando se cada família que tem condições, doasse um quilo de alimento. Lembro de uma das pessoas ajudadas falando ‘Você me ajudou! Você salvou meu dia!’, tudo isso mexe muito comigo”, completou Beatrice.

O projeto, agora, conta com organizadores e voluntários, que ajudam tudo isso a acontecer. Obviamente, são parte fundamental do crescimento do projeto, já que estão sempre envolvidos com todo o planejamento para fazer a ação dar certo

O projeto necessita sempre da ajuda de voluntários e uma das voluntárias, Joyce Marques, contou como é participar do Aloha: “Nessa pandemia não está fácil para ninguém. Queremos mudar a realidade, nem que seja um pouco”.

A todos que se interessaram pelo Aloha, o projeto conta com uma página no Instagram, que é a @projeto.aloha. E as doações podem ser feitas na Petiscaria Imperial, que fica na Rua Dr. Nelson de Sá Earp, número 307, no Centro de Petrópolis.

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