Jedias Hertz homenageia o rock psicodélico dos anos 60 com o álbum “Maverick Voador”

Disco de estreia do artista traz influências antropofágicas, críticas sociais e questões existenciais.
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Jedias Hertz apresenta “Maverick Voador”, álbum de base psicodélica mas que viaja dentro de vários estilos, como o folk, blues , jazz e a MPB. O registro conta com 11 faixas e resgata a estética antropofágica de Oswald de Andrade, muito utilizada também no tropicalismo no final dos anos 60. 

“Esse álbum não traz uma psicodelia moderna. Ele é, na verdade, uma homenagem ao rock psicodélico dos anos 60, desde as temáticas e os arranjos, que têm influências diversas, desde os Beatles, Mutantes, Rolling Stones e todo o pessoal da tropicália. Então, usei o analógico em tudo que foi possível. Quando não estava a meu alcance, usufrui de simuladores para trazer esse clima retrô”, explica Jedias. 

Cada música do disco foi trabalhada com suas particularidades. As letras trazem temas sociais, como política e a liberdade da arte, e existenciais, como solidão e o lidar consigo mesmo. Jedias levou também para suas composições questões pessoais, principalmente potencializadas pelo diagnóstico de síndrome do pânico, obtido há cerca de 10 anos, quando a maioria das faixas presentes no disco foram criadas.  “Sofri uma agressão em uma madrugada e a partir disso desenvolvi síndrome do pânico. Houve um período em que não conseguia mais trabalhar, passava mal quando ia me apresentar. De toda forma, todas as letras carregam uma mensagem. Me preocupei muito com a construção poética de cada canção”. 

Além das faixas já divulgadas anteriormente como singles (“Drink da Meia-Noite”, “Um Drink Com O Diabo”, “Enfim Sós” e “Parto-me”) o registro conta com “Hino Bastardo”, “Canção de Inverno”, “Sonho/Pesadelo”, “Mantra de Sofá”, “Canção da Serpente”, “Garuda” e “Maverick Voador”, que dá título para o álbum e traz a participação de Natália Pavezzi nos vocais. “Essa é uma música que traz muito a influência do blues e da música brega. Tem aquela coisa do cara se comparar com um carro, o coração ser um motor. Além da participação da Natália, que trouxe um canto com cadências de country,  que casou muito bem com a faixa”. 

Ainda que “Maverick Voador” seja o álbum debute de Jedias Hertz, o cantor já traz como forte característica as experimentações, a psicodelia e a influência do tropicalismo. Esse caldeirão de coisas que permeia o trabalho do artista é muito perceptível em “Garuda”, canção que finaliza o registro e que busca ilustrar as interferências do mundo sobre a música. “Essa faixa é uma poesia que vai de encontro com a visão de música que tenho atualmente. É a mistura de ritmos e sonoridades, que se casam com a estética antropofágica de Oswald de Andrade, que influenciou nomes como Tom Zé, Caetano Veloso e Gilberto Gil”, comenta o artista. “Garuda é um personagem mitológico indiano, frequentemente retratado com um ser em busca de uma noite boêmia. No final, ele só encontra o silêncio. A faixa tem um arranjo inspirado no jazz e na psicodelia e traz uma mistura de texturas e instrumentos inusitados, como theremin, sitar indiano e berimbau”, finaliza. 

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