Em 2017, as concessionárias de rodovias e ferrovias no Brasil investiram R$ 12,00 bilhões – R$ 6,74 bilhões e R$ 5,25 bilhões, respectivamente –, número 6,9% menor que o realizado em 2016. É o que aponta o estudo Conjuntura do Transporte – investimentos transporte terrestre, publicado pela Confederação Nacional do Transporte nessa terça-feira (24).

Além da crise econômica e da recessão de 2015-2016, que criaram dificuldades financeiras para algumas empresas, principalmente nos projetos da terceira etapa do Programa Federal de Concessões rodoviárias, a queda nos investimentos também é explicada pelos ciclos de aportes planejados pelas concessionadas.

Quando o assunto são as ferrovias, elas registraram o segundo ano seguido de redução dos investimentos privados. Se descontada a inflação, 2017 teve um investimento 11,9% menor do que no ano anterior.

A principal explicação para essa queda está na execução do cronograma de investimentos das concessões ferroviárias, que, em geral, envolvem ciclos de desembolsos pré-determinados.

Já os investimentos públicos federais em rodovias também caíram significativamente nos últimos anos e isso comprometeu a qualidade da infraestrutura rodoviária do país, conforme apontado pela Pesquisa CNT de Rodovias 2017. A título de exemplo, os investimentos públicos federais, em 2017, somaram R$ 7,98 bilhões, montante 50,8% menor que o registrado em 2011.

“Para melhorar a infraestrutura de transporte, o Brasil precisa desenvolver a integração entre os diferentes modais. A CNT propõe a realização de fortes investimentos públicos e privados nas ferrovias, sem deixar de lado as melhorias necessárias em rodovias, portos, hidrovias e aeroportos”, afirmou o presidente da CNT, Clésio Andrade, ao comentar os resultados do estudo “Conjuntura do Transporte – investimentos transporte terrestre”.

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Fonte: CNT

Crédito da foto: Pablo Jacob / Agência O Globo