O paciente ARLINDO DA SILVA, 82 anos, esteve desde às 05h da manhã desta segunda-feira (23) aguardando atendimento no Hospital Alcides Carneiro, para realizar um exame de sangue agendado para as 6h. De acordo com sua neta, que o acompanha no hospital, ele foi atendido após as 12h.

Arlindo estava sentado em uma cadeira de rodas, mas esta mesma cadeira teve que ser cedida para um outro paciente, também idoso, e foi acomodado em uma cadeira na espera.

O paciente está sem condições para se locomover e acabou fazendo necessidades fisiológicas na espera da Emergência do Hospital.

A família foi na Ouvidoria do hospital para reclamar da demora no atendimento e sobre a troca de cadeiras dos pacientes, que ao invés de acomodá-los em macas ou em locais apropriados, foram abandonados de qualquer maneira em assentos inadequados. De acordo com o neto do paciente, o atendente da Ouvidoria respondeu que a cadeira de rodas não é exclusiva do paciente e que se não pudesse esperar que fosse embora pra casa.

 

RESPOSTA DA SECRETARIA DE SAÚDE

O paciente deu entrada no setor de emergência do Hospital Alcides Carneiro (HAC), às 6h07, com sintomas de descompensação dos níveis glicêmicos e realizou os exames em seguida. Ele segue acomodado na urgência à espera dos resultados dos exames de sangue e urina que irão indicar quais os procedimentos a seguir.

Para facilitar seu deslocamento entre os setores, ele foi acomodado em uma cadeira de rodas. Finda a coleta de exames, o paciente se encontra em uma cadeira reclinável, que auxilia o conforto para o paciente.

A Direção do HAC ressalta que o setor de emergência da unidade tem registrado, neste ano, o dobro do número de atendimentos do ano passado. Em 2018, de janeiro a abril, a unidade fez 16.561 atendimentos, enquanto no ano passado, no mesmo período, foram 8.207“.

 

(matéria atualizado às 13:10)